Lisboa conquistou, pela primeira vez, o prémio de Melhor Cidade Culinária da Europa, nos World Culinary Awards. A distinção foi recebida numa cerimónia realizada no Dubai, onde a capital portuguesa se destacou das cidades concorrentes: Barcelona, Copenhaga, Florença, Londres, Paris e Viena.

“A gastronomia é um dos pontos-chave na escolha de um destino turístico e há muito que Lisboa é reconhecida pela sua oferta diversificada e de qualidade”, sublinha em comunicado a Associação Turismo de Lisboa (ATL). “Desde os restaurantes típicos e locais com comida tradicional aos restaurantes de autor e de chefs com estrelas Michelin que reinterpretam os sabores clássicos, há uma vasta selecção que atrai visitantes de todos os cantos do mundo”, prossegue a ATL, referindo-se aos vários chefs que nos últimos anos foram conquistando estrelas e estatuto para Lisboa — inclusive dois chefs com duas estrelas Michelin, Henrique Sá Pessoa, no Alma, e José Avillez, no Belcanto, eleito como Melhor Restaurante de Portugal nestes World Culinary Awards​.

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirma que “é um enorme orgulho ver a identidade e tradições de Lisboa premiadas pela primeira vez neste sector e como a inovação se conjuga com estas tradições gastronómicas. É o reconhecimento da qualidade da gastronomia pela qual Lisboa tão bem se distingue e um prémio que incentiva todos os profissionais que a mantêm viva. A economia local é cada vez mais um factor distintivo da cidade de Lisboa e a gastronomia contribui em muito para a qualidade do turismo de Lisboa”.

Da mesma forma, o Porto, que a 25 de Fevereiro de 2025 recebe a segunda Gala Michelin exclusivamente portuguesa — e “dona” de várias estrelas Michelin —, foi eleito Melhor Cidade Culinária Emergente da Europa.

Acabou por ser também uma noite em grande para o Vila Joya, escolhido como Melhor Restaurante de Hotel Fine Dining e simultaneamente Melhor Restaurante de Hotel em Portugal.

Fonte: Publico.pt

No próximo dia 10, às 18h, o reitor e a vice-reitora da Universidade de Coimbra estarão no Brasil junto à Presidência e Diretoria da Casa de Portugal de São Paulo, para a inauguração do mais novo escritório de atendimento a estudantes, alocado no segundo andar do edifício em meio a Avenida da Liberdade, na capital paulista.

Pensado inicialmente para atender os estudantes interessados em ingressar na universidade, o espaço surgiu do laço já antigo entre ambas instituições e que agora se estreitam nos corredores da Casa, informa a instituição luso-brasileira.

A parceria não se limita somente à cessão e locação do espaço. O plano de atividades para 2024 e 2025 conta com um ciclo de conferências sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), cursos com módulos onlines e presenciais abertos ao público geral e o escritório fixo destinado ao atendimento semanal dos estudantes que queiram aterrizar em Coimbra para seguir os estudos, informa a CP.

“Às vésperas do 735° aniversário da mais antiga universidade portuguesa, patrimônio histórico da UNESCO desde 2013, e do 90° aniversário da Casa de Portugal, que a quase um século vem representando a comunidade luso-brasileira, o presidente da Casa de Portugal de São Paulo, Dr. Renato Gonçalves, e o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, estarão entre os discursantes da aula inaugural do dia 10 de outubro para firmar a colaboração entre os envolvidos”.

A parceria aproximará os estudantes e docentes do espaço cultural da Casa e “do sonho de ingressar numa instituição de ensino estrangeira de prestígio” defende em comunicado a Casa de Portugal.

O Chocolat Festival, criado no Brasil e já reconhecido como o maior evento de chocolate da América Latina, chega à sua terceira edição em Portugal, entre os dias 24 e 27 de outubro.

O festival em Portugal será realizado no WOW, complexo cultural em Vila Nova de Gaia, um dos maiores espaços dedicados à gastronomia e cultura vínica em Portugal, que reúne 7 museus (entre eles, o Museu do Chocolate), 12 bares e restaurantes, uma Escola de Vinho e uma fábrica de chocolates.

A iniciativa brasileira, que começou em 2009 e está na sua 40ª edição, leva a Portugal uma programação repleta de atrações culturais e gastronômicas, além de palestras e rodadas de negócios. No ano passado, o evento atraiu mais de 50 mil visitantes, refletindo o crescente interesse por esta temática.

A experiência

Já na entrada do festival, o visitante passará por um túnel sensorial que simula uma plantação de cacau. Ao longo dos quatro dias, o chef Leo Vilella vai trabalhar em uma incrível escultura de chocolate com mais de 200kg da iguaria.

Outra atração é a feira de chocolate, onde o mundo estará representado por marcas do Brasil, Portugal, França, Equador, Itália, Espanha, Japão, Madagascar, Bélgica, São Tomé e Príncipe, entre outros.

O local também será palco de uma série de showcookings com chefs renomados, muitos deles com raízes brasileiras. Entre eles, o português Helder Fernandes, do WOW, que vai desvendar a receita de um suspiro chamado “Chocolate & Avelã”. A brasileira Mirna Gomes, que traz sua experiência de cozinhas premiadas como o Celler de Can Roca e o Clos de Tapas, ensinará a preparar receitas inovadoras, como molho de cogumelos com chocolate. Cidália França, uma das cozinheiras do restaurante do hotel vínico The Yeatman, estrelado com duas estrelas Michelin e ao lado do WOW, apresentará pratos com tapioca.

Nas famosas Esculturas de chocolate, o Chef Leo Vilella cria uma escultura impressionante com mais de 200 kg de chocolate.

Já entre os palestrantes confirmados, estão especialistas como Pedro Araújo, Maria Jimenez e Spencer Hyman que vão discutir o mundo do chocolate, desde a produção ao consumo.

Horários

O Chocolat Festival Portugal abre as suas portas no dia 24 de outubro, das 18h às 22h. Nos três dias seguintes, o horário é de 14h às 22h. O Chocolat Festival é organizado pela MVU Eventos e pela Casa Brasiliana, com a parceria do Governo do Pará e Bahia.

Além das edições do Festival do Chocolate em Portugal, o idealizador e empresário Marco Lessa também criou ano passado, em Vila Nova de Gaia, a Casa Brasiliana, um ‘hub’ de negócios entre marcas e produtos brasileiros e o resto do mundo.

Fonte: Mundo Lusíada

A Câmara de Óbidos e a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) assinaram nesta terça-feira, no festival Folio, um protocolo de colaboração para alargar o conhecimento bilateral nas áreas da educação, cultura e ciência.

“Na prática, este protocolo vai refletir-se numa relação bilateral que permitirá às duas partes voar para novos projetos em diversas áreas do conhecimento e desenvolvimento humano”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel (PSD).

A organização, que tem entre os seus objetivos cooperar em atividades orientadas para a melhoria dos níveis educacionais, científicos e culturais, vai colaborar “em seminários, ‘workshops’ e eventos literários”, explicou o autarca, que hoje assinou o protocolo, no âmbito do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos.

Com a assinatura do protocolo, as duas instituições passarão “a colaborar na execução de alguns projetos muito específicos, como o Folio ou a Noite da Literatura Ibero-Americana”, afirmou Filipe Daniel, considerando que a parceria permitirá “criar novos públicos e disseminar a criação cultural”.

No acordo, a que a agência Lusa teve acesso, a OEI e o município, do distrito de Leiria, comprometem-se a estabelecer “mecanismos de cooperação que tornem possível a participação conjunta em projetos considerados de interesse mútuo”, nas áreas referidas, que respeitem os direitos humanos e que promovam o desenvolvimento sustentável nos países ibero-americanos e na comunidade dos países de língua portuguesa.

O protocolo, assinado na Casa José Saramago, em Óbidos, determina ainda a promoção e apoio à realização de atividades culturais, em linha “com as prioridades mútuas, as orientações para o setor da cultura em Portugal e as práticas internacionais”.

Prevê também a disseminação de informações e promoção de ações de divulgação e de intercâmbio de documentação resultante das atividades que vierem a ser desenvolvidas no âmbito deste acordo, firmado pelo prazo de um ano.

A OEI é o maior organismo de cooperação multilateral entre países ibero-americanos de língua espanhola e portuguesa.

Conta com 23 países membros (Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guiné Equatorial, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela) e tem como organizações observadoras a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Sistema da Integração Centro-Americana (SICA) e a Fundação EU-LAC.

A vila de Óbidos integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO desde 2015, ano em que foi reconhecida como Cidade Literária. O município assumiu “o compromisso de olhar para os livros e para a literatura como uma das principais forças de desenvolvimento econômico deste território” onde desde há nove anos se realiza o Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, organizado pela câmara, a Empresa Municipal Óbidos Criativa, a Fundação Inatel e a Ler Devagar.

O evento decorre até ao próximo dia 20 com mais de 600 iniciativas, distribuídas por várias curadorias, e com a presença de vários escritores e ilustradores internacionais premiados.

Fonte: Mundo Lusíada

O primeiro-ministro, Luís Montenegro (D), acompanhado pelo primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, falam aos jornalistas no final de um encontro na residência Oficial de S. Bento, em Lisboa, 14 de outubro de 2024. 

O primeiro-ministro anunciou neste dia 14 que o acordo de cooperação assinado entre Timor-Leste e Portugal para os próximos quatro anos prevê um apoio financeiro de 75 milhões de euros e que visitará o país em junho de 2025.

O anúncio foi feito por Luís Montenegro num discurso após um encontro com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, na residência de São Bento, no qual disse que este apoio representa um reforço de cinco milhões relativamente ao quadro de apoio anterior e tem como objetivo, entre outros, ajudar a desenvolver a cooperação entre os dois países em matéria de educação e ensino da língua portuguesa.

“É um reforço que Portugal desenvolve para ajudar Timor-Leste em várias conquistas que edificam um Estado novo, moderno, eficiente, no que isso significa de serviço prestado às pessoas”, frisou Montenegro.

O primeiro-ministro anunciou também que em junho de 2025 fará uma visita oficial a Timor-Leste, a convite de Xanana Gusmão, salientando que “só mesmo se algum acontecimento imprevisto o impossibilitar” essa deslocação não acontecerá.

Luís Montenegro afirmou que este encontro e os acordos assinados com Timor-Leste espelham “a relação inquebrantável de amizade, de solidariedade, de cooperação” entre os dois países.

Lembrando o processo de luta pela independência timorense, o primeiro-ministro salientou que o caminho que foi percorrido até 1999 – ano da independência – foi de “demonstração de que as causas grandes que mobilizam os homens e os povos são imortais e são o maior serviço que nós podemos prestar à humanidade”.

O primeiro-ministro disse não lhe “sair da memória” as imagens do massacre de Santa Cruz, em Timor-Leste, a 12 de novembro de 1991, e disse ter sido “sentido em Portugal como se estivéssemos lá”.

“Tive uma juventude que acompanhou toda a luta que o povo timorense, muitas vezes comandado pela sua coragem e dos seus companheiros contra todas as adversidades, travou, é de facto emocionante poder tê-lo aqui, poder realizar esta reunião de trabalho que acabou de ser materializada nos acordos que foram assinados”, acrescentou.

Montenegro agradeceu ainda ao Governo timorense pelo apoio financeiro de 2,5 milhões de dólares disponibilizado para o combate ao incêndio de grandes dimensões que atingiu a Madeira este ano.

“É de facto impactante, porque significa que mesmo à distância estiveram ao nosso lado naquele momento”, salientou.

Foi assinado hoje o Programa Estratégico de Cooperação para o período 2024-2028 e mais dois acordos relativos a reabilitação de patrimônio e infraestruturas.

O novo Programa Estratégico de Cooperação para o período 2024-2028 terá cinco áreas prioritárias, nomeadamente Desenvolvimento Humano, Estado de Direito e Boa Governação, Administração Pública, Finanças Públicas e Economia, Juventude e Emprego e Oceanos Sustentabilidade e Infraestruturas.

Mobilidade CPLP

Montenegro considerou ainda que o acordo de mobilidade entre os Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) “é um pilar estratégico e estruturante” da política de imigração em Portugal.

Montenegro salientou que esse acordo de mobilidade “está a funcionar em pleno e não teve nenhuma alteração” que o seu governo assumiu funções.

“Não teve nenhuma alteração desde que assumimos funções. E é um pilar estratégico e estruturante da nossa política de imigração termos uma relação preferencial com os países que falam a nossa língua. Isto não significa excluir ninguém, nem significa nenhuma posição de xenofobia, como às vezes alguns mais distraídos ou precipitados querem fazer crer”, frisou.

“Isto significa que a integração em Portugal de cidadãos provenientes de países que, como aqui foi ainda agora bem, demonstrado, assimilam a nossa cultura, a nossa língua, a nossa história, a nossa forma de estar e de ser, são naturalmente países que, à partida, têm boas condições de acolhimento e integração”, acrescentou.

Para Luís Montenegro, o acordo de mobilidade celebrado no âmbito da CPLP “é um bom acordo para Portugal e é um bom acordo para todos os restantes países”.

Portugal e Timor-Leste assinaram três acordos de cooperação: Programa Estratégico de Cooperação 2024-2028, o acordo de cooperação na área das infraestruturas e o Protocolo de Cooperação entre o Ministério da Economia de Portugal e o Ministério do Turismo e Ambiente de Timor-Leste, para o desenvolvimento e implementação do Programa Revive.

Xanana Gusmão, e a delegação ministerial que o acompanha, permanecerá em Portugal até ao próximo dia 18 e têm ainda prevista uma deslocação à Região Autónoma dos Açores.

E tem muitas gente que não só não gosta (graças a Deus), mas ainda faz “eca”, com caretas de nojo, e chama de caracol (*) a esse personagem clássico da gastronomia francesa. Eu adoro. Mas que é um molusco muito doido, lá isto é. Para começar é hermafrodita, e o acasalamento é precedido por uma fase de toques que duram cerca de 20 minutos, durante os quais eles ficam lado a lado, em sentidos opostos, e por fim se penetram reciprocamente durante longas horas.

Anatomia do Escargot

Além disso, os escargots são invertebrados,  herbívoros, dotados de uma concha calcária que lhes serve de abrigo e proteção — e notívagos! Ou seja, eles só se alimentam à noite e basicamente comem alface, couve, bardana, cenoura, pepino e chuchu, quando estão na natureza. Mas podem se alimentar de uma ração seca, preparada em casa, ou industrialmente, quando a criação é em viveiros. Curiosidade: os escargots aparecem na alimentação humana desde a era Paleolítica e a prova é a grande quantidade de conchas encontradas pelos arqueólogos, próximo às cavernas desses antepassados pré-históricos. Depois, na Idade Média, foram criados nos mosteiros e largamente consumido durante as vigílias e dias em que era proibido se comer de carne, como na Sexta-feira da Paixão. Ou, dependendo se a congregação era mais rígida, durante toda a Quaresma.

Mas vamos ao que importa, para quem importa (com trocadilho) congelados, ou em lata. Aí vai a receita clássica, francesa: 12 escargots, 1 maço de cebolinhas, 1 folha de louro, ½ maço de manjericão, 50g de manteiga sem sal, 2 colheres de conhaque, ½ maço de salsinha, 1 ramo de alecrim, 15 gramas de alho socado, sal e pimenta. Modo de preparo: junte todos os ingredientes e os temperos, e acomode tudo na manteiga com ervas. Depois, coloque esse “combo” nas conchas do próprio escargot, ou nas cavidades do prato de louça ou metal apropriados; pré-aqueça o forno por 10m em temperatura de 200 graus e deleite-se — não com leite, por favor, com um bom vinho para escolta-los com prazer.

Escargots à mesa

A criação comercial de escargots chama-se helicultura e, no Brasil, teve início no final da década de setenta, com criadores no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, sobretudo na serra fluminense. Tanto que a Universidade Federal Rural, por exemplo, começou já neste século XXI a ministrar cursos técnicos, orientando os produtores iniciantes a andarem devagar (como os próprios!). Isto é, para quem está começando, o ideal e iniciar com 60 matrizes de escargots, instalar os viveiros em um ambiente com umidade do ar acima de 80% e água potável.

Curso para criação de escargots

Já na mesa, eu prefiro harmonizá-los com vinho branco Riesling, ou Sauvignon Blanc, de qualquer boa procedência. E o consumo por refeição pode ser de meia-dúzia, de entrada e depois um prato principal, ou 12 unidades na refeição toda, e depois uma padre-nosso. Em tempo: eu também prefiro apreciá-los no almoço e quando a tarde é livre. Inclusive para uma merecida sesta!

(*) A diferença entre escargot e caracol é que o escargot é da espécie Helix, comestível, entre outras. E muitos caracóis são selvagens, impróprios para o consumo humano.

Por Reinaldo Paes Barreto