A Câmara de Óbidos e a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) assinaram nesta terça-feira, no festival Folio, um protocolo de colaboração para alargar o conhecimento bilateral nas áreas da educação, cultura e ciência.

“Na prática, este protocolo vai refletir-se numa relação bilateral que permitirá às duas partes voar para novos projetos em diversas áreas do conhecimento e desenvolvimento humano”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel (PSD).

A organização, que tem entre os seus objetivos cooperar em atividades orientadas para a melhoria dos níveis educacionais, científicos e culturais, vai colaborar “em seminários, ‘workshops’ e eventos literários”, explicou o autarca, que hoje assinou o protocolo, no âmbito do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos.

Com a assinatura do protocolo, as duas instituições passarão “a colaborar na execução de alguns projetos muito específicos, como o Folio ou a Noite da Literatura Ibero-Americana”, afirmou Filipe Daniel, considerando que a parceria permitirá “criar novos públicos e disseminar a criação cultural”.

No acordo, a que a agência Lusa teve acesso, a OEI e o município, do distrito de Leiria, comprometem-se a estabelecer “mecanismos de cooperação que tornem possível a participação conjunta em projetos considerados de interesse mútuo”, nas áreas referidas, que respeitem os direitos humanos e que promovam o desenvolvimento sustentável nos países ibero-americanos e na comunidade dos países de língua portuguesa.

O protocolo, assinado na Casa José Saramago, em Óbidos, determina ainda a promoção e apoio à realização de atividades culturais, em linha “com as prioridades mútuas, as orientações para o setor da cultura em Portugal e as práticas internacionais”.

Prevê também a disseminação de informações e promoção de ações de divulgação e de intercâmbio de documentação resultante das atividades que vierem a ser desenvolvidas no âmbito deste acordo, firmado pelo prazo de um ano.

A OEI é o maior organismo de cooperação multilateral entre países ibero-americanos de língua espanhola e portuguesa.

Conta com 23 países membros (Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guiné Equatorial, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela) e tem como organizações observadoras a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Sistema da Integração Centro-Americana (SICA) e a Fundação EU-LAC.

A vila de Óbidos integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO desde 2015, ano em que foi reconhecida como Cidade Literária. O município assumiu “o compromisso de olhar para os livros e para a literatura como uma das principais forças de desenvolvimento econômico deste território” onde desde há nove anos se realiza o Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, organizado pela câmara, a Empresa Municipal Óbidos Criativa, a Fundação Inatel e a Ler Devagar.

O evento decorre até ao próximo dia 20 com mais de 600 iniciativas, distribuídas por várias curadorias, e com a presença de vários escritores e ilustradores internacionais premiados.

Fonte: Mundo Lusíada

O primeiro-ministro, Luís Montenegro (D), acompanhado pelo primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, falam aos jornalistas no final de um encontro na residência Oficial de S. Bento, em Lisboa, 14 de outubro de 2024. 

O primeiro-ministro anunciou neste dia 14 que o acordo de cooperação assinado entre Timor-Leste e Portugal para os próximos quatro anos prevê um apoio financeiro de 75 milhões de euros e que visitará o país em junho de 2025.

O anúncio foi feito por Luís Montenegro num discurso após um encontro com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, na residência de São Bento, no qual disse que este apoio representa um reforço de cinco milhões relativamente ao quadro de apoio anterior e tem como objetivo, entre outros, ajudar a desenvolver a cooperação entre os dois países em matéria de educação e ensino da língua portuguesa.

“É um reforço que Portugal desenvolve para ajudar Timor-Leste em várias conquistas que edificam um Estado novo, moderno, eficiente, no que isso significa de serviço prestado às pessoas”, frisou Montenegro.

O primeiro-ministro anunciou também que em junho de 2025 fará uma visita oficial a Timor-Leste, a convite de Xanana Gusmão, salientando que “só mesmo se algum acontecimento imprevisto o impossibilitar” essa deslocação não acontecerá.

Luís Montenegro afirmou que este encontro e os acordos assinados com Timor-Leste espelham “a relação inquebrantável de amizade, de solidariedade, de cooperação” entre os dois países.

Lembrando o processo de luta pela independência timorense, o primeiro-ministro salientou que o caminho que foi percorrido até 1999 – ano da independência – foi de “demonstração de que as causas grandes que mobilizam os homens e os povos são imortais e são o maior serviço que nós podemos prestar à humanidade”.

O primeiro-ministro disse não lhe “sair da memória” as imagens do massacre de Santa Cruz, em Timor-Leste, a 12 de novembro de 1991, e disse ter sido “sentido em Portugal como se estivéssemos lá”.

“Tive uma juventude que acompanhou toda a luta que o povo timorense, muitas vezes comandado pela sua coragem e dos seus companheiros contra todas as adversidades, travou, é de facto emocionante poder tê-lo aqui, poder realizar esta reunião de trabalho que acabou de ser materializada nos acordos que foram assinados”, acrescentou.

Montenegro agradeceu ainda ao Governo timorense pelo apoio financeiro de 2,5 milhões de dólares disponibilizado para o combate ao incêndio de grandes dimensões que atingiu a Madeira este ano.

“É de facto impactante, porque significa que mesmo à distância estiveram ao nosso lado naquele momento”, salientou.

Foi assinado hoje o Programa Estratégico de Cooperação para o período 2024-2028 e mais dois acordos relativos a reabilitação de patrimônio e infraestruturas.

O novo Programa Estratégico de Cooperação para o período 2024-2028 terá cinco áreas prioritárias, nomeadamente Desenvolvimento Humano, Estado de Direito e Boa Governação, Administração Pública, Finanças Públicas e Economia, Juventude e Emprego e Oceanos Sustentabilidade e Infraestruturas.

Mobilidade CPLP

Montenegro considerou ainda que o acordo de mobilidade entre os Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) “é um pilar estratégico e estruturante” da política de imigração em Portugal.

Montenegro salientou que esse acordo de mobilidade “está a funcionar em pleno e não teve nenhuma alteração” que o seu governo assumiu funções.

“Não teve nenhuma alteração desde que assumimos funções. E é um pilar estratégico e estruturante da nossa política de imigração termos uma relação preferencial com os países que falam a nossa língua. Isto não significa excluir ninguém, nem significa nenhuma posição de xenofobia, como às vezes alguns mais distraídos ou precipitados querem fazer crer”, frisou.

“Isto significa que a integração em Portugal de cidadãos provenientes de países que, como aqui foi ainda agora bem, demonstrado, assimilam a nossa cultura, a nossa língua, a nossa história, a nossa forma de estar e de ser, são naturalmente países que, à partida, têm boas condições de acolhimento e integração”, acrescentou.

Para Luís Montenegro, o acordo de mobilidade celebrado no âmbito da CPLP “é um bom acordo para Portugal e é um bom acordo para todos os restantes países”.

Portugal e Timor-Leste assinaram três acordos de cooperação: Programa Estratégico de Cooperação 2024-2028, o acordo de cooperação na área das infraestruturas e o Protocolo de Cooperação entre o Ministério da Economia de Portugal e o Ministério do Turismo e Ambiente de Timor-Leste, para o desenvolvimento e implementação do Programa Revive.

Xanana Gusmão, e a delegação ministerial que o acompanha, permanecerá em Portugal até ao próximo dia 18 e têm ainda prevista uma deslocação à Região Autónoma dos Açores.

E tem muitas gente que não só não gosta (graças a Deus), mas ainda faz “eca”, com caretas de nojo, e chama de caracol (*) a esse personagem clássico da gastronomia francesa. Eu adoro. Mas que é um molusco muito doido, lá isto é. Para começar é hermafrodita, e o acasalamento é precedido por uma fase de toques que duram cerca de 20 minutos, durante os quais eles ficam lado a lado, em sentidos opostos, e por fim se penetram reciprocamente durante longas horas.

Anatomia do Escargot

Além disso, os escargots são invertebrados,  herbívoros, dotados de uma concha calcária que lhes serve de abrigo e proteção — e notívagos! Ou seja, eles só se alimentam à noite e basicamente comem alface, couve, bardana, cenoura, pepino e chuchu, quando estão na natureza. Mas podem se alimentar de uma ração seca, preparada em casa, ou industrialmente, quando a criação é em viveiros. Curiosidade: os escargots aparecem na alimentação humana desde a era Paleolítica e a prova é a grande quantidade de conchas encontradas pelos arqueólogos, próximo às cavernas desses antepassados pré-históricos. Depois, na Idade Média, foram criados nos mosteiros e largamente consumido durante as vigílias e dias em que era proibido se comer de carne, como na Sexta-feira da Paixão. Ou, dependendo se a congregação era mais rígida, durante toda a Quaresma.

Mas vamos ao que importa, para quem importa (com trocadilho) congelados, ou em lata. Aí vai a receita clássica, francesa: 12 escargots, 1 maço de cebolinhas, 1 folha de louro, ½ maço de manjericão, 50g de manteiga sem sal, 2 colheres de conhaque, ½ maço de salsinha, 1 ramo de alecrim, 15 gramas de alho socado, sal e pimenta. Modo de preparo: junte todos os ingredientes e os temperos, e acomode tudo na manteiga com ervas. Depois, coloque esse “combo” nas conchas do próprio escargot, ou nas cavidades do prato de louça ou metal apropriados; pré-aqueça o forno por 10m em temperatura de 200 graus e deleite-se — não com leite, por favor, com um bom vinho para escolta-los com prazer.

Escargots à mesa

A criação comercial de escargots chama-se helicultura e, no Brasil, teve início no final da década de setenta, com criadores no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, sobretudo na serra fluminense. Tanto que a Universidade Federal Rural, por exemplo, começou já neste século XXI a ministrar cursos técnicos, orientando os produtores iniciantes a andarem devagar (como os próprios!). Isto é, para quem está começando, o ideal e iniciar com 60 matrizes de escargots, instalar os viveiros em um ambiente com umidade do ar acima de 80% e água potável.

Curso para criação de escargots

Já na mesa, eu prefiro harmonizá-los com vinho branco Riesling, ou Sauvignon Blanc, de qualquer boa procedência. E o consumo por refeição pode ser de meia-dúzia, de entrada e depois um prato principal, ou 12 unidades na refeição toda, e depois uma padre-nosso. Em tempo: eu também prefiro apreciá-los no almoço e quando a tarde é livre. Inclusive para uma merecida sesta!

(*) A diferença entre escargot e caracol é que o escargot é da espécie Helix, comestível, entre outras. E muitos caracóis são selvagens, impróprios para o consumo humano.

Por Reinaldo Paes Barreto

O ex-ministro socialista da Administração Interna, José Luís Carneiro, disse sábado no Porto, que Portugal continua a figurar nos sete países mais pacíficos do mundo e nos cinco mais pacíficos da Europa.

Citando o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2023, o antigo governante referiu que “houve menos 45.388 crimes participados que em 2003. E menos 4.408 crimes que em 2013”.

José Luís Carneiro falava na abertura da primeira iniciativa organizada pelo movimento cívico Porto com Porto, presidida pelo António Araújo, que tem sido apontando como potencial candidato à Câmara do Porto.

O antigo governante socialista foi convidado para abordar o tema da Segurança, que é considerado como uma das área que mais preocupam os portuenses, a par da Mobilidade e Urbanismo.

José Luís Carneiro disse que em relação ao distrito do Porto também é possível verificar “um quadro semelhante” ao nacional.

“Em 2003, houve 68.513 crimes participados. Em 2013, houve 62.668, ou seja, menos 5.845 que dez anos antes. Em 2023, houve 55.730 crimes participados. Ou seja, menos 6.938 crimes participados que em 2013. Portanto: no distrito do Porto houve menos 12.783 crimes participados que vinte anos antes. E menos 6.938 que dez anos antes”, apontou.

Afirmou que o mesmo acontece com o concelho do Porto, que continua a ser “um concelho seguro”.

Os números referem que em 2023, existiram “menos crimes participados que em 2013 e menos que em 2003. Em 2003, houve 17.463 crimes participados. Em 2013, houve 15.638. Em 2023, 14.552. Ou seja: em 2023 no concelho do Porto, houve menos 2.911 crimes que em 2003. Houve menos 1.086 crimes que em 2013”, disse.

“Estes números são ainda mais surpreendentes se tivermos em consideração que o país, o distrito e o concelho do Porto tiveram um crescimento muito significativo do número de turistas o que significou maior fluxo na cidade, no nosso espaço público, nos nossos restaurantes, nos nossos hotéis e nas nossas praias”, salientou.

“Fixemos estes números relativos à Área Metropolitana do Porto (AMP): em 2013, houve 3,3 milhões de dormidas em estabelecimentos hoteleiros; em 2023, oito milhões. No concelho do Porto houve dois milhões de dormidas em 2013 e 5,9 milhões em 2023 (INE). Mostra bem a exigência colocada às diferentes entidades, públicas, sociais e privadas, dos diferentes níveis de decisão”, acrescentou.

O mesmo aconteceu, sustentou, com “o crescimento do número de imigrantes que hoje dão resposta às necessidades do tecido econômico, ao rejuvenescimento demográfico e à sustentabilidade das funções sociais do Estado”.

Em 2011, representavam 3,20% da população (6.993 estrangeiros de um total de 230.596 portuenses), em 2021, representavam 8,10% da população (14.497 estrangeiros de um total de 217.299 portuenses).

No que respeita à segurança rodoviária, disse que cerca de 70% do total das vítimas e 75% dos acidentes ocorreram na rede rodoviária sob a gestão municipal.

Cerca de 57% dos acidentes verificados na cidade do Porto ocorreram em apenas vinte arruamentos onde estão, entre outras, a Via de Cintura Interna (114, 21,9%), Circunvalação (110, 32,7%), Avenida da AEP (26, 35,2%) e a Boavista (25, 35,2%).

Assim, “tratar da segurança rodoviária e garantir uma mobilidade segura nestes eixos rodoviários deve continuar a ser uma prioridade”.

António Luís Carneiro defendeu ainda que tratar da segurança exige a adoção de uma perspetiva política global, sistêmica, multidimensional e integrada, concebida e aplicada com a cooperação partilhada e reforçada a vários níveis de governação.

Por isso, recordou, “entre 2018 e 2023, aprovámos e estão hoje em aplicação e desenvolvimento, três estratégias integradas que visam promover tanto a segurança estrutural como a segurança protetiva: a Estratégia Integrada de Proteção Civil Preventiva (EIPCP), a Estratégia Integrada de Segurança Urbana (EISU) e a Estratégia Integrada de Segurança Nacional Rodoviária (EISR – Visão Zero)”.

No essencial, “trata-se de promover uma cidadania mais plena. Mais preparada para fazer face aos riscos de proteção civil e de segurança rodoviária, mas, também, para diagnosticar e atuar sobre as causas da disrupção social e da criminalidade”, acrescentou.

Neste debate “Que Porto para 2045?”, organizado pelo movimento cívico Porto com Porto participam também, entre outros, António Tavares, da Misericórdia do Porto, e Rui Rio, antigo presidente da Câmara do Porto, que encerra o encontro.

O objetivo destes debates é elaborar uma lista de 50 propostas para apresentar ao gabinete de Rui Moreira, em janeiro de 2025.

O médico António Araújo que lidera o movimento considerou que este “é o tempo certo para refletir” sobre a cidade e construir um projeto com soluções para os cidadãos, mas também para os decisores políticos, “sejam eles quais forem”.

“Esta é a altura apropriada para isso porque o Porto defronta-se com inúmeros problemas e dificuldades” em áreas como a mobilidade, segurança ou urbanismo, referiu.

Fonte: Mundo Lusíada

O preço das casas aumentou, no segundo trimestre, 1,3% na zona euro e 2,9% na União Europeia, face ao período homólogo, e Portugal registou a segunda maior subida em cadeia (3,9%), divulga hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, na comparação com o primeiro trimestre, os preços das casas – medidos pelo Índice dos Preços das Habitações – subiram 1,8% na média dos países da área do euro e aumentaram 1,9% entre os 27 Estados-membros, entre abril e junho.

Entre os Estados-membros, seis apresentaram recuos homólogos nos preços das habitações e 20 registaram subidas, não havendo dados para a Grécia.

Os maiores avanços homólogos registaram-se na Polônia (17,7%), Bulgária (15,1%) e Lituânia (10,4%) e os principais recuos no Luxemburgo (-8,3%), Finlândia (-4,8%) e França (-4,6%).

Na variação em cadeia, o indicador diminuiu em dois Estados-membros – França e Bélgica (-0,2% cada) –, manteve-se num (Hungria) e aumentou noutros 23, com a Croácia à cabeça (4,3%), seguida por Portugal (3,9%) e Espanha (3,6%).

Fonte: Mundo Lusíada

Um público interessado na dinâmica das comunidades portuguesas esteve presente no dia 3 de outubro nas instalações da Biblioteca Municipal António Salvado, em Castelo Branco, Portugal, para participar na cerimônia de apresentação do novo livro do jornalista e escritor Ígor Lopes.

A obra “Luso-Brasilidade Musical – A influência da Música na Ligação entre Brasil-Portugal” foi apoiada pelo Governo Federal do Brasil, através da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), do Ministério da Cultura do Brasil, e é fruto de um projeto que pretendeu celebrar os 200 anos de Independência desse país sul-americano.

O livro foi apresentado por Cristina Granada, professora e ex-deputada à Assembleia da República portuguesa, com a participação do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesa, José Cesário, e do presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Um apontamento musical foi realizado pelos músicos Rui Marques e Fernando Deghi, de Portugal e do Brasil, respetivamente. Sofia Lourenço, presidente da Associação Mais Lusofonia, leu trechos da obra. Na plateia, além de responsáveis associativos, líderes governamentais e membros da autarquia da Câmara Municipal de Armamar, estiveram presentes José Albano, diretor executivo do Programa Regressar, a vereadora Patrícia Coelho, da Câmara local, Leonel Barata, presidente da Associação Fado Cale, e João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral, dentre outros nomes.

Este novo trabalho de Ígor Lopes examina o papel da música lusófona na construção de uma identidade cultural compartilhada entre Brasil e Portugal. Nas suas 255 páginas, o projeto literário destaca ainda as relações culturais entre os dois países, tendo a música como elo central.

Segundo José Cesário, este novo livro promove uma interação importante de Portugal com os portugueses emigrados.

Já Leopoldo Rodrigues falou sobre o papal das migrações no desenvolvimento local.

O prefácio é assinado por Ricardo Cravo Albin, musicólogo brasileiro, considerado um dos maiores pesquisadores da Música Popular Brasileira, autor do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e responsável pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Há ainda a participação de entidades e autoridades entre os dois países irmãos. Existem referências à cooperação cultural e musical e um retrato do movimento associativo português no Brasil.

Lançamentos em Portugal e no Brasil

A obra, que conta com o apoio internacional da Infinita Editorial, será também apresentada no Brasil, na Lojinha da Fábrica da Editora Pedra Azul, em Vitória, Espírito Santo, dia 06/11, pelas 17h30; no Palácio São Clemente, no Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro, dia 09/11, pelas 18h; na Casa de Portugal de São Paulo, dia 27/11, pelas 18h30, e no dia 28/11, pelas 12h30, no Almoço das Quintas, também em São Paulo. Outras datas estão serão anunciadas.

Este livro-reportagem foi apresentado ao presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, na última Festa do Livro de Belém, em Lisboa.

“O objetivo destes lançamentos é promover um melhor diálogo entre os cidadãos residentes no Brasil e em Portugal, incentivando o espírito colaborativo entre os dois países. Escrever “Luso-Brasilidade Musical” foi uma jornada de redescoberta das profundas ligações que unem Brasil e Portugal por meio da música”, afirmou o Ígor Lopes.

“Espero que esta obra contribua para um entendimento ainda maior das nossas semelhanças culturais e que inspire novos diálogos e colaborações artísticas entre os nossos povos”, finalizou o autor.