O Índice de Produção Industrial desceu 4,4% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, contra um aumento de 0,4% em janeiro, devido aos impactos das condições climatéricas severas que atingiram algumas regiões do país, foi anunciado.

OInstituto Nacional de Estatística (INE) precisa que, excluindo o agrupamento de Energia, esta variação foi de -7,6% em fevereiro, contra -1,5% no mês anterior.

A secção das Indústrias Transformadoras contraiu 8,6%, que compara com um recuo de 2,7% em janeiro.

Em cadeia, a variação mensal do índice agregado foi -0,2% em fevereiro, contra um aumento de 4,1% no mês anterior.

O Prefeito Rodrigo Neves e o Vereador Leandro Portugal entregaram ao Presidente António Montenegro Fiuza a Medalha Dr. José Clemente Pereira, distinção aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Niterói.
Na ocasião, o Prefeito Rodrigo Neves destacou:
“António Fiuza é merecedor desta distinção em reconhecimento à sua relevante contribuição para o engrandecimento sociocultural, evidenciada pelo notório saber na área da educação e da gestão e pelo seu papel na promoção das relações entre o Brasil e Portugal.”
Visivelmente emocionado, o Presidente António Montenegro Fiuza agradeceu a homenagem, afirmando:
“Sinto-me profundamente honrado por receber, das mãos da Câmara Municipal de Niterói, na pessoa do ilustre Vereador Leandro Portugal, e do meu Prefeito, Rodrigo Neves, esta tão generosa homenagem.
Há momentos na vida em que as palavras se tornam pequenas para traduzir a grandeza do que sentimos — e este é, sem dúvida, um deles. O coração fala mais alto, acelera, emociona e recorda cada passo de um caminho feito com dedicação, compromisso e amor.
Receber este reconhecimento da cidade que escolhi e que me escolheu é um privilégio que guardarei para sempre com profunda emoção.
Gratidão eterna ao meu município de coração, Niterói.”
A Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro parabeniza o seu Presidente por esta justíssima e meritória homenagem, que reconhece uma trajetória de dedicação, liderança e relevante contribuição para o fortalecimento das relações entre o Brasil e Portugal.

Registro fotográfico com os associados da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, no grande evento coorganizado pela CPCIRJ e pela AJAP, no emblemático Hotel Copacabana Palace no RJ.
Um momento de grande relevância institucional, reafirmando o compromisso com o fortalecimento das relações entre Brasil e Portugal, e, de forma mais ampla, entre a União Europeia e o Mercosul.

A autoridade estatística antecipa uma desaceleração mais forte do PIB, retirando cinco décimas ao crescimento económico esperado face a dezembro, e uma subida maior dos preços. Guerra no Irão é a grande responsável, mas tempestades também contribuíram. Cenário não é pior por causa do mercado de trabalho, do PRR e da “política orçamental expansionista”. Este cenário assume que a guerra não vai ser prolongada.

O Banco de Portugal projeta um crescimento de 1,8% este ano, cinco décimas a menos do que esperava em dezembro, antes da guerra do Irão. Para o próximo ano, acredita que o país vai crescer 1,6% e para 2028 antecipa uma subida de 1,8%.

“O Banco de Portugal revê em baixa o crescimento deste ano em 0,5 pontos percentuais, refletindo a deterioração do contexto internacional, na sequência do conflito no Médio Oriente, que implicou o aumento do preço dos bens energéticos e a expectativa de agravamento das condições de financiamento”, explica a autoridade estatística no comunicado que acompanha o boletim económico de março.

“Os eventos climáticos extremos do início do ano e a evolução mais fraca da atividade no final de 2025 face ao projetado em dezembro também contribuíram para a revisão em baixa”, acrescenta.

Um cenário que só não é pior devido à “solidez do mercado de trabalho, a execução do PRR e uma política orçamental expansionista”. No próximo ano e em 2028, “a atividade será condicionada pelo abrandamento da oferta de trabalho e pela diminuição dos fundos europeus”, avisa o supervisor.

Durante este período, “a procura interna será o principal motor do crescimento” e, apesar de tudo, o Banco de Portugal espera que a economia nacional continue a “crescer acima da média da área do euro, ainda que o diferencial se estreite ao longo do horizonte”.

Em relação ao mercado de trabalho, “continuará sólido, com uma taxa de desemprego estabilizada em níveis historicamente baixos”, ainda que a criação de emprego deva abrandar, “fruto da diminuição dos fluxos migratórios e do aumento mais contido da taxa de atividade”.

A inflação, por outro lado, “deverá aumentar para 2,8% em 2026, refletindo o aumento das pressões de origem externa”. Em dezembro, o supervisor esperava uma subida de 2,1%. “O conflito no Médio Oriente explica, em larga medida, as revisões em alta da inflação em 2026 e 2027. A dissipação do efeito do choque energético nos preços e a manutenção das expetativas de inflação de longo prazo ancoradas deverão contribuir para a redução da inflação para 2% em 2028”, sublinha o Banco de Portugal.

A incerteza, nota ainda, “é elevada” e os riscos “intensificaram-se desde dezembro”. O Banco de Portugal ressalva, no entanto, que este cenário pressupõe “uma duração relativamente limitada do conflito no Médio Oriente e efeitos contidos na confiança das famílias e empresas e nas cadeias de abastecimento globais”, e sinaliza que “a intensificação ou prolongamento das hostilidades teria um impacto mais significativo nos preços e na atividade”.

“Internamente, o principal risco está relacionado com a capacidade de execução do PRR. Em sentido contrário, a economia portuguesa poderá ser estimulada pelo recém-anunciado PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência) e pelo reforço do investimento europeu em defesa e infraestruturas”, acredita a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira.

“Neste contexto de tensão geopolítica e constrangimentos demográficos, é essencial Portugal manter a trajetória de redução do endividamento público e privado, continuar a reforçar as qualificações da população e criar as condições para aumentar o investimento e a adoção de novas tecnologias”, recomenda o supervisor.

Fonte: Sapo.Pt

Começo pelo fim: o vinho Grama Branco 2024, produzido pela Vinícola Tés, no terroir-roça do Vale da Grama, é o único rótulo nacional escolhido (dentre 115 vinhos selecionados pelos sommeliers do mundo todo) pela respeitada lista da “World’s Best Sommelier’s Selection”, em Londres, neste 2026.  Esta vinícola está em uma região tradicionalmente cafeeira, situada próxima à Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo, 

Um gole de história: aquela “zurrapa” dos anos 1950 e até 1970 (quando o vinho nacional surgiu, ainda que timidamente, nas prateleiras do Rio-SP), com uma linha de produção conduzida de forma quase heroica (e põe heroica nisso!) pela legião de “oriundi” que deixou o Trentino, a Toscana, o Veneto e o Bergamo, por volta de 1870, para produzir vinho na serra gaúcha, merece retrato na parede, medalhas e palmas dos enófilos de hoje.  A maioria estaria falida, atualmente. 

E falida porque eles produziam vinhos de forma empírica. Ou seja, todo o processo que vai do plantio à taça do consumidor era “pensado” a partir da memória ancestral dos mais antigos agricultores da famílias: o nonno”, os tios, etc. Não havia um enólogo no grupo nem sequer um profissional com expertise em novos métodos de fazer vinho. Tanto que o sistema de distribuição do parreiral era o do pergolado, que dava (dá) a sensação de abundânciamas era e é, salvo exceções, uma tragédia para se fazer um produto com qualidade controlada  e homogêneaQuando chovia, por exemplo e, a seguir, soprava o vento (o sonoro minuano), a parte de cima secava e a debaixo continuava molhada.  

Moral da história: era como se fossem uvas de parreiras diferentes. E, na hora de colocar nas cestas ou caixas de madeira para levá-las ao lagar, as de cima esmagavam as inferiores e se formava uma “paçoca” de mosto e suco. 

De 1970 para cá, (data imprecisa), no entanto, uma segunda e terceira geração de vitivinicultores, grande parte a partir de visitas a vinícolas internacionais, decidiu, corajosamente, “resignificar” toda a cadeia produtiva. De cara, a maioria trocou o sistema de pergolado pelo de espaldeira, em que as parreiras são plantadas em forma de Y , o que faz o sol e o vento circularem por entre os cachos de forma abrangente e simultânea. 

Em resumo: após a crise da pandemia, o Brasil se posiciona entre os 50 maiores/melhores países produtores de vinho, em um mundo de cerca de 200 estados nacionais.  De tal modo, que o último e caprichadíssimo catálogoVinhos do Brasil (*)o RGS, mas já os dois segundos muita gente não acredita: mas são Pernambuco e Bahia, no Vale de São Francisco que compreende estes dois estados. Depois, Santa Catarina, e ainda surpreendendo, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro, na serra fluminense.

E quando a IA for mais acessível em escala industrial, juro que vou começar a produzir vinho … em Copacabana.

Autor: Reinaldo Paes Barreto