Entre as árvores dos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, os livros circulam livremente entre bancas, leitores e autores ao longo de mais de duas semanas de festa literária. Não muito distante dali, atrás dos muros do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, também existe um clube de leitura, este para mulheres em reclusão, sem a mesma liberdade de movimento. É essa distância, entre o jardim aberto e o pátio fechado, que atravessa a programação de autoras brasileiras na edição da Feira do Livro do Porto, que segue até 6 de setembro.
Este ano, a Feira está maior e mais internacional. O evento reúne 200 iniciativas e after hours, com a poesia como um dos principais focos da programação. Ao longo dos 17 dias, escritoras do Brasil, de Portugal e de outras nacionalidades ocupam o espaço com lançamentos de livros, a apresentação de uma antologia coletiva que reúne 26 autoras e um debate sobre a leitura como caminho de reintegração social no sistema prisional português.
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