Galp anuncia investimento de 240 milhões em Sines, apostando no hidrogénio verde para revolucionar a energia. Conheça os detalhes deste projeto inovador.

Há decisões que marcam gerações. A entrega do Título Digital de Instalação do projeto GalpH2Park — Unidade de Produção e Armazenagem de Hidrogénio Verde — pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo) à Galp é, muito provavelmente, uma delas. O ato foi formalizado recentemente e abre caminho a uma das apostas industriais mais ambiciosas que Portugal alguma vez viu nascer em solo nacional.

O projeto será implantado na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), numa área de cerca de 44.700 metros quadrados contígua à refinaria já existente. A unidade arranca com uma potência de 100 MW, assente em tecnologia de eletrólise alimentada por energia renovável — ou seja, sem combustíveis fósseis no processo de produção.

O número que toda a gente retém é os 240 milhões de euros referidos no comunicado oficial da CCDR Alentejo. Mas o presidente da comissão, Ricardo Pinheiro, foi mais longe e adiantou que o investimento total poderá rondar sensivelmente os 300 milhões de euros, tornando este num dos maiores projetos de energia verde já anunciados em Portugal.

A ambição não fica pelos primeiros 100 MW. Segundo a CCDR Alentejo, o GalpH2Park é apenas a primeira fase de um plano de expansão progressiva. O projeto poderá escalar até 600 MW ainda em 2026 e atingir a marca impressionante de 1,5 GW em 2030 — um número que coloca Sines, sem margem para dúvidas, no pelotão da frente da produção europeia de hidrogénio verde.

O hidrogénio produzido destina-se, numa primeira fase, a substituir parcialmente o hidrogénio de origem fóssil que alimenta a própria refinaria de Sines, nomeadamente a unidade de produção de combustíveis renováveis HVO. Mas o horizonte vai muito além das fronteiras da refinaria: a mobilidade sustentável e a exportação para outros mercados europeus estão claramente no radar da empresa.

Fonte: Sapo.pt