A guerra está na origem de um disparo nos preços dos combustíveis. Portugal protagonizou a maior escalada de preços face a fevereiro, entre os 21 países.
A inflação disparou 0,6 pontos percentuais na zona euro e atingiu 2,5% em março, por comparação com o mês homólogo. Face a fevereiro, a economia portuguesa registou a maior escalada de preços, de entre os Estados-membros.
Os dados preliminares do Eurostat indicam que, em março, os preços da energia subiram 4,9% (-3,1% em fevereiro), na zona euro. No Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, houve ainda aumentos de 3,2% nos serviços (compara com 3,4% em fevereiro), 2,4% na categoria de alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (2,5%) e 0,5% nos bens industriais não energéticos (0,7%).
Em simultâneo, o índice subiu 2,2% no conjunto de todos os itens excluindo energia e alimentos não processados, ao passo que houve um incremento de 0,5% nos bens industriais excluindo a energia.
Na métrica mensal, o mesmo índice avançou 1,2%, com a energia a disparar 6,8%. Estimam-se subidas de 0,3% nos serviços, 0,1% nos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco e 1,7% nos bens industriais não energéticos. O agregado de todos os itens excluindo energia e alimentos não processados subiu 0,7%, enquanto nos bens industriais excluindo a energia, há um acréscimo de 0,3% face aos preços praticados em fevereiro.
Portugal lidera aceleração mensal de preços
Em termos mensais, o índice harmonizado (que permite comparar países de forma justa) acelerou para 2,3% na economia portuguesa. Este foi o maior incremento entre os 21 Estados-membros da zona euro, revelam as estimativas.
De registar que Letónia e Grécia (2,1% e 2,0%, respetivamente) ficaram na segunda e terceira posições.
Por outro lado, em termos homólogos, o mesmo indicador acelerou para 2,7% em março (2,1% em fevereiro). Os números mais altos dizem respeito à Croácia e Lituânia (4,7% e 4,5%, respetivamente).

