Claro que estamos puxando a sardinha para a nossa brasa luso-brasileira, porque todas as Nossas Senhoras são a mesma Maria, mãe de Jesus, que toma a aparência e a etnia dos países aonde apareceu – haja vista as N. Senhoras com quimono de gueixa, no Japão, e a “Virgem Morena”, de Guadalupe, no México, cor de índia.

A favor dessa “tese” temos que o ciclo das seis aparições dela foram em 1917, na Cova da Iria, nos arredores de Lisboa, sendo a primeira “hoje”, a 13 de maio e a última em outubro – e falou em português om os três pastorinhos. E que a mais bonita capela em homenagem a Ela, erguida fora de Portugal, está em Brasília (*), com projeto do ateu Oscar Niemeyer e que se inspirou no clássico chapéu (cornette?) pontiagudo das Filhas da Caridade(**).

A esse respeito, aliás, vale sublinhar que Ela é cultuada por mais de 280 milhões de devotos que compõem os nove estados-nações da Comunidade de Povos de Língua Portuguesa e, segundo D. Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar de Belo Horizonte, ela é uma embaixadora da lusofonia, na medida em que “fala” (falou) com os pastorinhos) em nosso idioma.
Adiante. O nome “do meio” dela é Rosário, porque a sua insistente mensagem aos três pastorinhos – Lúcia, Francisco e Jacinta – foram pedidos de oração. Que rezassem(os) pela humanidade. Até há pouco tempo a interpretação desses apelos, revelados pela mais velha, Lúcia, (depois freira descalça, carmelita, e a única que viveu muito, de 1907 a 2005), em 1940, ao Vaticano era que essas orações ajudariam a evitar mais sangue derramado do que o saldo da Revolução Comunista daquele ano (1917) e das guerras subsequentes, o fim da Primeira e toda a a Segunda. Além do sério atentado a um líder da Igreja Católica (o que ocorreu de fato em 1981 com o Papa João Paulo II).

Mas pensando no desastre sanitário que paralisou a rotina do mundo, em 2020, e até hoje assombra, já que são mínimas as chances de ser totalmente superado neste 2021, me parece que as orações (em casa) poderiam ser “atualizadas” e se destinarem a pedir a Ela que a Ciência e os governos encontrem o mais urgentemente possível uma solução – em nível mundial — para evitar mais mortes e sequelas causadas pela Covid-19 e as novas cepas.
Ou seja, e mais do que nunca: N. Sra, do Rosário de Fátima, ROGAI por nós e por nossas famílias!
(*) Essa Igreja em Brasília, foi construída em 1958 por D. Sarah Kubistcheck, em agradecimento à promessa feita pela cura de sua filha Márcia com severas dores de coluna. E no Rio de Janeiro, temos o Santuário de N.Sra.de Fátima no Recreio dos Bandeirantes, que é uma réplica da Capela das Aparições, em Fátima, e local de permanente peregrinação, sobretudo no mês de maio. Principalmente nos dia 13.
(**) A “cornette” era um véu feito de um pedaço grande e engomado de tecido branco, pontiagudo, usado pelas Irmãs de Caridade dessa congregação religiosa que não praticavam a clausura: andavam pelas ruas tratando de pobres e enfermos.
Autor: Reinaldo Paes Barreto

