Construído em Itajaí, o Starnav Elektra passa a abastecer unidades do campo de Búzios, no pré-sal, transportando água potável, combustível e equipamentos; a embarcação combina geração a diesel, propulsão elétrica e baterias e integra o Programa Mar Aberto da Petrobras.
O Starnav Elektra iniciou a operação de apoio marítimo da Petrobras com uma tripulação formada exclusivamente por mulheres. Construído em Itajaí (SC), o navio será usado no transporte de água potável, combustível, equipamentos e outros suprimentos entre o continente e plataformas de petróleo em alto-mar.
A reportagem do Jornal da Record informou que 15 mulheres estavam a bordo no início da operação. A embarcação segue para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, onde atenderá oito plataformas.
Essas unidades produzem mais de 1 milhão de barris de petróleo por dia, volume que a reportagem situou em aproximadamente um quarto da produção nacional. Em comunicado sobre a entrega do Starnav Elektra, a Petrobras informou que o navio é a primeira embarcação entregue pelo Programa Mar Aberto, voltado à renovação e ampliação da frota utilizada pela companhia.
Com 92 metros de comprimento e 20 metros de largura, o Starnav Elektra é um PSV, sigla em inglês para Platform Supply Vessel, tipo de navio de apoio projetado para levar suprimentos às unidades marítimas. O investimento informado para a embarcação foi de cerca de R$ 450 milhões.
O sistema de propulsão combina quatro geradores a diesel e propulsores elétricos. O navio também conta com baterias integradas ao sistema elétrico, recurso usado para auxiliar o fornecimento de energia em diferentes condições de operação.
A embarcação saiu do Estaleiro Detroit, em Itajaí, e navegou até o Rio de Janeiro, onde passou por cerimônia de batismo no Píer Mauá. A Petrobras registrou 16 mulheres nessa navegação, enquanto a reportagem do Jornal da Record menciona 15 tripulantes no início da operação.
A viagem foi comandada por Isabela Teixeira Ponce de Leon. “A gente está fazendo história desde a hora que a gente saiu lá de Itajaí pra trazer esse barco pra cá e desde a hora que a gente se dispôs a aceitar esse desafio que foi feito pra gente e que a gente tá cumprindo com toda a garra e toda a força que nós, mulheres, temos”, afirmou a comandante.
Entre as profissionais apresentadas está Adriana Duda, responsável pela casa de máquinas, área ligada aos sistemas que mantêm a embarcação em funcionamento. Ao comentar as exigências da função, ela ressaltou a importância do conhecimento técnico na rotina a bordo.
“Não é só força braçal, é técnica, muitas vezes é técnica e os homens não entendem isso e a gente consegue fazer tudo que eles fazem”, afirmou Adriana.

