A Marco, agência internacional de comunicação, revela as principais conclusões da terceira vaga do seu Relatório Global de Consumo, com foco no crescimento e adopção do trabalho híbrido. Entre os principais resultados do estudo, destaca-se que 79% dos portugueses preferem regimes híbridos ou totalmente remotos sendo, entre os participantes europeus, os que mais valorizam modelos de trabalho flexíveis.

O estudo, que contou com a participação de 4.500 participantes de sete países (Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, México e Brasil), analisa a evolução do trabalho híbrido enquanto tendência global, as preferências dos trabalhadores e o impacto destes modelos na cultura organizacional.

A preferência pelo trabalho híbrido continua a crescer. Portugal lidera na preferência pelo trabalho híbrido e remoto, com 79% dos inquiridos a colocar estes modelos no topo das suas escolhas, um crescimento de 9% em relação a 2024, e um resultado acima da média global de 70%.

Ainda assim, enquanto o trabalho exclusivamente presencial perde popularidade entre os portugueses, países como França e Alemanha valorizam mais a presença no escritório, evidenciando diferenças nas dinâmicas do trabalho entre os países europeus.

A crescente procura e implementação do trabalho híbrido levanta questões relativamente às relações interpessoais e à identificação com a cultura organizacional. Sobre este tema, o relatório demonstra ainda que 67% dos inquiridos a nível mundial acredita que este modelo não prejudica a relação com colegas nem o alinhamento com a cultura da empresa.

Em Portugal, esta percepção é ainda mais evidente: 74% dos inquiridos afirmam que o regime híbrido não compromete as relações com colegas ou o envolvimento com a empresa, demonstrando que a proximidade profissional não depende apenas da presença física no escritório, mas sim de fatores como a liderança, o propósito e a possibilidade de crescimento.

Fonte: Sapo.Pt