A rendibilidade das empresas portuguesas avançou 0,4 pontos percentuais no primeiro trimestre, face ao mesmo período do ano passado, chegando aos 9,5%, mantendo-se “num nível historicamente elevado”, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
“No primeiro trimestre de 2026, a rendibilidade das empresas – medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo – atingiu 9,5%, mais 0,4 pontos percentuais (p.p.) do que no período homólogo”, referem as estatísticas das empresas da central de balanços, hoje divulgadas pelo Banco de Portugal (BdP).
No comunicado, o BdP regista que este indicador se manteve “num nível historicamente elevado”.
O banco central também assinala que a rendibilidade do ativo das empresas privadas “também aumentou para 9,5%”.
Por setores, este indicador cresceu mais no comércio (+0,9 p.p. para 9,6%) e nas sedes sociais (+0,7 p.p. para 8,7%), respetivamente pela melhoria das margens e pela geração de mais-valias associadas à alienação de participações de capital.
Os transportes e armazenagem tiveram uma rendibilidade do ativo de 13,4% e as indústrias uma rendibilidade de 10,2% (ambas com redução de 0,1 p.p.) sendo os setores com valores mais altos.
O setor da eletricidade e água teve uma subida de 0,4 p.p. na rendibilidade do ativo (8,6%), a construção subiu 0,1 p.p. para 8,5% e os outros serviços uma subida de 0,2 p.p. para 9,4%.
Já entre as empresas públicas, a rendibilidade cresceu 0,7 p.p. em termos homólogos, para 7,0%.
No capítulo da autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo subiu 0,4 p.p. face ao 1.º trimestre do ano passado, subindo a 45,7%. O BdP detalha que este aumento “decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas”.
Dentro do setor privado, face ao trimestre homólogo, a autonomia financeira, que reflete a retenção de resultados pelas empresas, subiu em todos os setores – com exceção da eletricidade, gás e água (-1,6 p.p., para 41,2%) -, para um valor global de 45,9%.
Em relação ao ano anterior, destacaram-se as subidas no comércio (1,5 p.p., para 43,6%), outros serviços (0,7 p.p. para 46,5%) e nas indústrias (0,4 p.p., para 49,8%).
Entre as empresas públicas, a autonomia financeira cresceu de 35,8% no primeiro trimestre do ano passado para 36,7% no mesmo período deste ano.
A autonomia financeira das pequenas e médias empresas subiu 0,7 p.p., para 46,3% e nas grandes empresas diminuiu 0,1 p.p., para 41,0%.
O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo recuou de 26,9% para 26,6% em termos homólogos durante o primeiro trimestre deste ano, enquanto os custos dos financiamentos obtidos aumentaram de recuaram para 4,3%.
A cobertura dos gastos de financiamento das empresas, uma “medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento”, aumentou de 7,0 vezes para 8,2 vezes.
Fonte: Noticias ao Minuto

