Desde a edição da Lei nº 10.925/2004, a aquisição e a comercialização, inclusive a importação, de produtos agropecuários, tais como adubos, fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes e mudas destinadas ao plantio, corretivos de solo e inoculantes, dentre outros, faziam jus à alíquota zero de PIS e COFINS.

Ocorre que a Lei Complementar nº 224/2025 reduziu esse benefício, de modo que, a partir de 1º de abril de 2026, as operações anteriormente desoneradas passarão a sofrer a incidência de PIS e COFINS, inicialmente à alíquota de 1% das alíquotas padrões do regime. Na prática, a incidência corresponderá a 0,0165% de PIS e 0,0760% de COFINS, no regime não cumulativo, e a 0,0360% e 0,0800%, no regime cumulativo. Embora percentualmente reduzida, a incidência alcança operações de grande volume realizadas pelo setor, com impacto financeiro relevante ao longo do exercício.

Além de instituir a tributação dessas operações, o art. 4º, § 5º, da LC nº 224/2025 vedou o aproveitamento de créditos de PIS e COFINS nas aquisições dos produtos abrangidos pelo art. 1º da Lei nº 10.925/2004, inclusive na importação. Apenas se mantém o direito ao crédito pelo valor do tributo efetivamente pago se a tributação, mês por outro, a aquisição estiver sujeita ao regime não cumulativo e houver imposição desse recolhimento, o que gera efeito cumulativo nas cadeias produtivas do setor agropecuário.

Vale destacar que, no regime não cumulativo, a legislação permite o aproveitamento e o descontamento de créditos de PIS e COFINS decorrentes, entre outras hipóteses, da aquisição de bens e serviços utilizados na atividade econômica. Assim, a restrição introduzida pela LC nº 224/2025 rompe a lógica da não cumulatividade ao impedir o crédito mesmo quando há incidência do tributo na etapa anterior, transferindo esse custo para o adquirente.

Essa vedação, a nosso ver, viola o § 12 do art. 195 da Constituição Federal, por comprometer a sistemática da não cumulatividade. Diante desse cenário, recomendamos que as empresas do setor avaliem a possibilidade de questionamento judicial da matéria. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região já reconheceu, em precedentes recentes, o direito ao crédito de PIS e COFINS sobre aquisições tributadas com alíquota zero, entendimento que reforça a tese de que a vedação legal não pode afastar créditos quando há incidência econômica do tributo na cadeia anterior.

Com o novo regime já em fase de transição, as empresas do agronegócio devem revisar imediatamente seus procedimentos fiscais, mensurar o impacto financeiro das novas regras e definir estratégia para preservação de créditos, redução de contingências e adequação contratual nas operações futuras.

Nossa equipe de direito tributário permanece à disposição para prestar esclarecimentos adicionais sobre o tema e analisar as medidas cabíveis em cada caso.

Com unidades no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, o escritório Candido de Oliveira Advogados mantém uma atuação próxima aos principais centros empresariais e institucionais do país.

A estrutura do escritório permite acompanhar diferentes demandas com visão estratégica, oferecendo suporte jurídico alinhado às particularidades de cada cliente e às transformações constantes do cenário nacional.

Uma presença construída ao longo da história, conectando tradição, experiência e atuação integrada.

Acesse aqui o site da Candido Oliveira Advogados

A Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) vai arrancar com duas travessias fluviais entre o Porto e Vila Nova de Gaia, com partidas a cada meia hora, a partir do dia 22 de julho, foi hoje anunciado.

Uma das travessias vai ligar o Cais do Ouro (Porto) à Afurada (Gaia) e a outra a Ribeira do Porto ao Cais de Gaia.

A partir de 22 de julho, de segunda-feira a quinta-feira, as travessias começam às 07h30 e acabam às 20h00, às sextas-feiras começam às 07h30 e acabam às 22h00.

Quanto ao fim-de-semana, o primeiro barco começa a atravessar o rio Douro às 09h30 e o último às 22h00 e aos domingo o primeiro parte às 09h30 e o último às 20h00.

Estas travessias estão integradas no sistema Andante, mas podem ser adquiridos bilhetes a bordo, com custo de três euros para viagem simples ou cinco euros para ida e volta (válido apenas no mesmo dia). Serão gratuitas para residentes do Porto com o respetivo cartão Porto. e para os gaienses portadores do cartão Gaia Amiga.

Citado em comunicado enviado hoje, o presidente da TMP, Nuno Neves de Sousa, afirma que estas travessias são “mais um passo na construção de uma rede de transportes públicos cada vez mais integrada, acessível e sustentável”.

No ano passado, entre o final de junho e outubro, a ligação entre o Cais do Ouro e a Afurada foi retomada no âmbito de um projeto-piloto da TMP, que teve como objetivo testar a sua viabilidade e avaliar o interesse do público por esta nova opção de transporte entre Porto e Gaia.

Durante o projeto-piloto, os passageiros podiam utilizar o Andante, mas também comprar um título a bordo com o custo de 2,25 euros.

Segundo dados oficiais da TMP facultados à Lusa em outubro, que contabilizam o período desde 01 de julho a 26 de outubro de 2025 (embora a travessia tenha começado no dia 27 de junho), no total foram transportados 25.873 passageiros, estando em causa uma média de 212 passageiros por dia.

A travessia original entre o Cais do Ouro e a Afurada, efetuada pela embarcação Flor do Gás, foi suspensa em 2020, mas a travessia foi retomada no verão de 2022, em regime excecional, durante as festas de São Pedro e o Festival Marés Vivas.

Já em 2016, foi iniciado um serviço de táxis fluvial a ligar as ribeiras de Gaia e Porto a cada 15 minutos, assegurada por duas Rabelas (embarcações inspiradas no desenho do tradicional barco Rabelo) e promovido pela empresa The Fladgate Parnership.

O serviço funcionava numa lógica de ida e volta, com cada viagem de 230 metros a demorar três minutos e a ter o custo de três euros. Cada Rabela tinha 15 metros de comprimento e capacidade para 28 passageiros.

O arranque deste serviço implicou então a montagem de um cais de acostagem com cerca de 12 metros em cada uma das margens do Douro – em frente ao Clube Fluvial Portuense, do lado de Gaia, e frente à Praça da Ribeira, no topo montante do Cais da Estiva, do lado do Porto – tendo as duas Rabelas sido batizadas “Serra do Pilar” e “Casa do Infante”.

Fonte: Noticias ao Minuto

O que eles têm em comum? Ambos foram vítimas de Fake News. No caso da rainha da França, porque ela nunca disse “se eles não têm pão, comam brioche”. Até porque ela tinha centenas de defeitos, mas burra não era. E mesmo que não soubesse valores em dinheiro, deveria intuir que o brioche é feito com farinha de trigo, açúcar, fermento, ovos, leite e sal, enquanto a “ baguette” não leva nem ovos, nem leite, e deveria custar muito menos. 

(No Brasil, hoje, um brioche custa cerca de 6 reais, enquanto um pãozinho francês custa 1,20.)  

Ou seja, a população desassistida dos franceses do final do século XVIII jamais teria condições financeiras de trocar “a baguette” por um brioche. Essa frase foi criada por algum pré-marqueteiro dos revolucionários e ajudou a incendiar a fúria dos revoltosos, que derrubaram a Bastilha, a monarquia — e a cabeça do rei e da rainha no chão do cadafalso. 

A efígie da Maria Antonieta, gravada nas moedas de ouro que circulavam na França, no tempo dela.

Já no Brasil, a frase não-dita (“não preciso do voto dos marmiteiros”) foi “ressignificada” nas seguintes circunstancias. Deposto Getúlio Vargas, em outubro de1945, já em dezembro realizaram-se eleições presidenciais para presidente da República e para a Assembleia Constituinte. Candidatos: Eurico Gaspar Dutra, Eduardo Gomes, Yedo Fiúza e Mário Rolim Teles. 

E o Brigadeiro (“vote no Brigadeiro que é bonito e é solteiro) era franco favorito, até porque se apresentou pela UDN, partido de oposição ao regime que caiu. Contudo, militar é pouco programado para engolir sapos (*) e o Brigadeiro foi estrepitosamente vaiado em um comício na Central e reagiu afirmando que “não precisava dos votos dessa malta de desocupados”. 

Ou, a campanha do Brigadeiro Eduardo Gomes para a presidência da República, em dezembro de 1945.

Foi sopa no mel para o comitê do Dutra. 

O deputado federal paulista e petebista Hugo Borghi, se aproveitou a ambiguidade da palavra “malta” e colocou em todas as mídias da época que o Brigaderio teria dito “que não precisava do voto dos marmiteiros”. Detalhe: a marmita era quase o símbolo do operariado urbano que morava longe, e trazia a comida de casa. 

Resultado: ele, Brigadeiro, que era “bonito e solteiro” perdeu para o Dutra, casado e feíssimo, por mais e um milhão de votos. (Dutra = 3,25 milhões de votos e o Brigadeiro = 2,04). Os outros dois nem pontuaram. 

(*) O sábio Tancredo Neves dizia que para ser político no Brasil o sujeito(a) tem que aprender e engolir sapo, sentido gosto de râ à provençal…  

Autor: Reinaldo Paes Barreto

A proteção empresarial contra riscos climáticos deixou de ser uma preocupação restrita a setores específicos e passou a integrar a agenda estratégica de empresas de todos os portes. 

O El Niño faz parte do ciclo climático conhecido internacionalmente como ENSO (El Niño-Southern Oscillation), um sistema de interação entre oceano e atmosfera acompanhado por centros meteorológicos internacionais. Esse fenômeno influencia os padrões globais de circulação atmosférica e pode alterar significativamente os regimes de chuva e temperatura em diferentes continentes, incluindo a América do Sul, aumentando a exposição de empresas aos riscos climáticos. 

Com a intensificação dos eventos climáticos extremos observada nos últimos anos, fenômenos como o El Niño podem agravar a ocorrência de chuvas intensas, enchentes, interrupções logísticas e danos ao patrimônio corporativo, reforçando a necessidade de uma gestão eficiente dos riscos climáticos. 

Por isso, o monitoramento contínuo realizado por instituições como a NOAA tornou-se cada vez mais relevante. As previsões sazonais publicadas por esses órgãos auxiliam governos, empresas e setores produtivos no planejamento e na preparação para possíveis impactos sobre cadeias logísticas, disponibilidade hídrica e infraestrutura, contribuindo para a antecipação de riscos climáticos e a tomada de decisões mais estratégicas. 

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o ciclo recente do El Niño esteve associado a recordes globais de temperatura e ao aumento da ocorrência de eventos climáticos severos em diversas regiões do planeta. 

Diante desse cenário, organizações que investem em gestão de riscos, planejamento de contingência e soluções adequadas de proteção conseguem responder com mais rapidez aos desafios impostos pelo clima e reduzir impactos financeiros e operacionais significativos. 

Neste artigo, você entenderá como o El Niño afeta as operações empresariais, quais são os principais riscos associados aos eventos climáticos extremos e de que forma estratégias de gestão de riscos e seguros corporativos podem fortalecer a resiliência do seu negócio.  

Boa leitura! 

O que é o El Niño e por que ele preocupa as empresas? 

O El Niño​​​​ é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de alterar padrões atmosféricos em diferentes regiões do mundo. 

No Brasil, seus efeitos costumam provocar alterações importantes nos regimes de chuva e temperatura, aumentando a probabilidade de eventos extremos que podem impactar diretamente as operações empresariais. 

Como o fenômeno afeta diferentes regiões do Brasil 

Os efeitos do El Niño variam conforme a região. 

Entre os impactos mais observados estão: 

  • aumento do volume de chuvas no Sul;  
  • enchentes e alagamentos em áreas urbanas;  
  • tempestades severas;  
  • períodos de seca em algumas regiões;  
  • alterações na disponibilidade hídrica;  
  • oscilações de temperatura.  

Essas mudanças podem comprometer atividades produtivas, infraestrutura e logística. 

Quais setores estão mais expostos aos impactos climáticos 

Embora qualquer organização esteja sujeita a riscos climáticos, alguns segmentos costumam apresentar maior vulnerabilidade: 

  • indústria;  
  • agronegócio;  
  • logística e transporte;  
  • varejo;  
  • construção civil;  
  • energia;  
  • distribuição e armazenagem.  

A exposição pode ocorrer tanto por danos físicos quanto por interrupções indiretas na cadeia de suprimentos. 

Quais são os principais riscos climáticos associados ao El Niño? 

Os impactos financeiros de eventos extremos vão muito além dos prejuízos materiais imediatos. 

Chuvas intensas e enchentes 

Alagamentos podem comprometer instalações, equipamentos, estoques e documentos essenciais para a continuidade das operações. 

Além disso, muitas empresas enfrentam dificuldades para manter suas atividades durante períodos prolongados de inundação. 

Interrupções operacionais e logísticas 

Estradas bloqueadas, portos afetados e dificuldades de mobilidade podem interromper fluxos de produção e distribuição. 

Mesmo empresas que não sofrem danos diretos podem ser impactadas pela paralisação de fornecedores estratégicos. 

Danos ao patrimônio empresarial 

Tempestades, ventos fortes e enchentes podem gerar perdas significativas em: 

  • edificações;  
  • máquinas;  
  • equipamentos;  
  • centros de distribuição;  
  • estoques.  

Dependendo da gravidade do evento, os custos de recuperação podem ser elevados. 

Impactos na cadeia de suprimentos 

Eventos climáticos extremos podem comprometer fornecedores, rotas de transporte e a disponibilidade de insumos essenciais. 

Esse efeito em cadeia costuma gerar atrasos, aumento de custos e redução da capacidade operacional. 

Aumento dos custos e perdas financeiras 

Além dos danos físicos, empresas podem enfrentar: 

  • queda de faturamento;  
  • aumento de despesas emergenciais;  
  • multas contratuais;  
  • perda de produtividade;  
  • custos de recuperação operacional.  

Como os eventos climáticos extremos podem afetar os resultados das empresas? 

Os impactos financeiros associados aos riscos climáticos podem ser significativos e prolongados. 

Quando uma operação é interrompida, a empresa não enfrenta apenas os custos diretos do evento. Também pode haver perda de clientes, atrasos em entregas, comprometimento da reputação e redução da competitividade. 

Por isso, organizações que incorporam a gestão de riscos climáticos à sua estratégia conseguem aumentar sua capacidade de resposta e minimizar prejuízos futuros. 

A circulação na linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, que estava interrompida entre as estações do Moscavide e Alameda, devido a um incidente com um passageiro, foi retomada, indicou a empresa cerca das 11h20 na sua página na Internet.

Fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantou à Lusa que um homem caiu à linha e sofreu ferimentos graves, tendo sido já transportado a uma unidade hospitalar.

O Metropolitano de Lisboa indicou, entretanto à Lusa, estar a apurar as causas do incidente, cujo alerta foi dado às 09h20.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e as 01h00.

Fonte: Noticias ao minuto