“A minha carreira tem sido construída na interseção entre a academia e a gestão, sempre com uma forte orientação para a internacionalização”, começa desta forma António Fiuza, tendo iniciado o seu percurso profissional ligado ao ensino, onde foi assumindo, progressivamente, missões de maior responsabilidade. Esta trajetória permitiu-lhe consolidar uma visão estratégica sobre os desafios da educação, da gestão institucional e da ligação ao mercado de trabalho.

*Em breves linhas, fale-nos um pouco sobre a sua carreira e o percurso que o levou ao Brasil.*

“A minha carreira tem sido construída na interseção entre a academia e a gestão, sempre com uma forte orientação para a internacionalização. Iniciei o meu percurso ligado ao ensino, onde fui assumindo, progressivamente, missões de maior responsabilidade.

Esta trajetória permitiu-me consolidar uma visão estratégica sobre os desafios da educação, da gestão institucional e da ligação ao mercado de trabalho.

Ao longo dos anos, tive a oportunidade de trabalhar em diferentes geografias, o que contribuiu para uma leitura mais ampla e integrada dos contextos internacionais. O Brasil surge, assim naturalmente neste percurso, não apenas pela escala do país, mas também pela proximidade cultural e histórica com Portugal.”

*Agora no Brasil, depois de passar por outros países, qual é o principal desafio para um gestor?*

“O principal desafio é, sem dúvida, gerir num ambiente de elevada complexidade, incerteza e pressão permanente por resultados. Hoje, um gestor, enfrenta um contexto global/ mundial marcado por instabilidade econômica, mudanças regulatórias frequentes e variáveis difíceis de antecipar, sobretudo pós pandemia do COVID 19, onde decisões precisam ser tomadas, muitas vezes com informação incompleta.

No Brasil, essa exigência é ainda mais acentuada. Trata-se de um país com dimensão continental, com realidades muito distintas entre estados (regiões), o que obriga a uma gestão altamente adaptativa e sensível ao contexto local. A complexidade fiscal, o ambiente regulatório e os ciclos econômicos são muito diferentes daquilo que vivenciamos em Portugal. Gerir, neste cenário, é equilibrar risco e oportunidade de forma constante. É conseguir navegar na incerteza, manter as equipas alinhadas e motivadas, e tomar decisões que impactam não apenas na organização, mas também a vida das pessoas.”

*É Presidente de uma das mais prestigiadas Instituições empresariais que representa grandes empresas portuguesas e brasileiras. Há quantos anos existe e quais os maiores desafios da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro?*

“A Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, criada por decreto do Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, em 16 de setembro de 1911, é uma instituição centenária e de utilidade pública, reconhecida tanto no Brasil como em Portugal, assumindo há mais de um século um papel estruturante na consolidação das relações económicas luso-brasileiras.

Ao longo da sua história, a Câmara evoluiu de um fórum institucional de representação para uma plataforma empresarial ativa, orientada para resultados, com foco na promoção do comércio bilateral, na atração de investimento e no apoio à internacionalização de empresas. Hoje, com presença no Rio de Janeiro e em Ponte de Lima, posiciona-se como um hub estratégico que liga o mercado brasileiro ao ecossistema europeu, criando condições para a circulação de capital, conhecimento e inovação entre os dois países.

Neste contexto, a Câmara desempenha um papel relevante na facilitação do ambiente de negócios, apoiando empresas na leitura dos enquadramentos regulatórios, na identificação de oportunidades e na construção de parcerias sólidas. Atua, assim, como um agente de integração económica, contribuindo para reduzir barreiras, mitigar riscos e acelerar processos de entrada e expansão em mercados distintos, mas historicamente conectados.

Os desafios atuais são exigentes e refletem a dinâmica do próprio ambiente económico global. Destacam-se a necessidade de adaptação a um cenário marcado pela transformação digital, pela sofisticação dos fluxos de investimento e pela crescente exigência de eficiência e transparência. Acresce ainda a importância de gerar valor tangível para os associados, através de iniciativas que promovam negócios concretos, acesso a informação qualificada e integração em redes internacionais.

Paralelamente, impõe-se a renovação contínua da base empresarial, com a atração de novas gerações de empreendedores e a incorporação de setores emergentes, nomeadamente nas áreas da tecnologia, inovação e economia digital. A Câmara tem, por isso, o desafio de equilibrar a sua forte tradição institucional com uma atuação ágil, moderna e alinhada com as novas exigências do mercado.

Em síntese, o seu posicionamento estratégico assenta na capacidade de transformar uma relação histórica e cultural profundamente enraizada entre Brasil e Portugal numa agenda económica contemporânea, orientada para a competitividade,

internacionalização e a criação de valor sustentável para empresas e investidores.”

Fonte: Jornal Comunidades Lusófonas

 

Dizem que quando o monge Dom Pérignon descobriu, por volta de 1693,  o método de vedar com rolhas grandes, protegidas por uma “gaiola” de arame, as garrafas do vinho espumante que após uma segunda fermentação (dentro da garrafa) criavam milhares de bolhas que subiam pelas laterais e continuavam nas taças, teria exclamado: “estou bebendo estrelas”… 

Sim, mas por que o champagne Moët & Chandon (detalhe: como tem trema em cima do primeiro “e”, pronuncia-se “môet” e não “moê”, caso não tivesse trema) é acompanhado do adjetivo “brut impérial”?  Porque o menino corso Napoglione Bonaparte (foi registrado em italiano, embora desde o ano anterior a ilha já fosse francesa) nasceu em Ajaccio, em 1769, na Córsega, de pais pobres. E, aos 10 anos foi mandado estudar a cerca de 2 mil quilómetros de distância, lá no nordeste da França, interno, na Academia Militar de Briènne.   

Os alunos podiam passar um fim de semana por mês em suas casas, mas ele, sem recursos, e vindo de muito longe, ficava sozinho – segundo os biógrafos estudando geografia, e as guerras do império romano. Certa vez, no entanto, foi convidado e aceitou de imediato o convite de um colega de sala, Jean-Rémy Moët, neto do fundador da vinícola que produzia esse já conhecido champagne (em francês é masculino), para ir com ele a Épernay, na região produtora demarcada desses célebres espumantes.  

 Voltou alguns outros fins de semana e nunca mais esqueceu esse gesto de acolhimento. Tanto que vinte e poucos anos depois, já imperador, antes de todas as suas batalhas, passava por Épernay para se abastecer do precioso “néctar”. 

Cortesias recíprocas: 48 anos depois da sua morte, em 1869 e para comemorar o centenário de seu nascimento, a Maison lançou o champagne brut Impérial, em homenagem ao título (imperador) que ele tanto valorizava, porque “chega-se a rei pelo sangue, mas a imperador pela espada”, segundo o próprio.  

A OCDE recomenda que Portugal reduza os impostos sobre os trabalhadores com menores salários, subindo em contrapartida a carga fiscal sobre a propriedade e eliminando isenções fiscais ineficazes, e aconselha melhorias no emprego dos jovens, mulheres e trabalhadores seniores.

No relatório “Fundamentos para o Crescimento e a Competitividade 2026” – publicado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que inclui propostas de reformas aos países para aumentar a produtividade e o crescimento — refere-se que “o desempenho económico de Portugal continua a ficar aquém do das economias mais avançadas” da organização.

“Embora o fosso na taxa de investimento tenha diminuído, o fraco crescimento da produtividade a longo prazo conduziu a um fosso persistente na produção por hora trabalhada”, aponta.

Segundo a OCDE, o “défice considerável no PIB [produto interno bruto] ‘per capita’ reflete também o desempenho relativamente fraco do mercado de trabalho português”, que, apesar de apresentar uma taxa de desemprego “historicamente baixa”, continua com taxas de emprego “relativamente fracas entre os jovens” e com “margem para melhorias no que diz respeito às mulheres e aos trabalhadores mais velhos”.

“As mudanças estruturais em curso, o lento crescimento da produtividade e o envelhecimento da população exigem uma economia adaptável, salvaguardando a competitividade e a sustentabilidade orçamental através da promoção de ganhos sustentados em termos de produtividade e emprego”, defende o relatório.

Para a OCDE, a redução das barreiras regulamentares à concorrência “facilitaria a entrada e o crescimento de ‘start-ups’ inovadoras”, enquanto a melhoria dos serviços de formação e de acolhimento de crianças e o reforço dos incentivos ao trabalho para os trabalhadores mais velhos e os desempregados de longa duração “permitiriam prolongar a vida ativa e atenuar a escassez de competências”.

Relativamente ao sistema fiscal português, o relatório diz que “depende fortemente dos impostos sobre o trabalho”, penalizando os trabalhadores com baixos salários, enquanto os impostos sobre a propriedade “são comparativamente baixos”.

Ao mesmo tempo, “inúmeras despesas fiscais geram perdas de receitas consideráveis e aumentam os custos de conformidade”, com destaque para o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), que “tem muitas isenções, bem como uma sobretaxa estatal e sobretaxas municipais e taxas reduzidas para as pequenas e médias empresas”.

Neste contexto, a OCDE defende uma simplificação do sistema fiscal e um alargamento da base tributária, “eliminando isenções fiscais ineficazes e distorcionárias” e usando este espaço orçamental para baixar as taxas de imposto e reduzir os custos laborais para os trabalhadores com baixos salários, transferindo a carga fiscal sobre o trabalho para os impostos sobre a propriedade recorrentes.

Já no mercado de trabalho, a organização aconselha que se dinamizem e melhorem as competências da força de trabalho atual, de forma a aumentar a produtividade, nomeadamente no que respeita aos jovens, mulheres e trabalhadores mais velhos.

Neste sentido, recomenda o desenvolvimento de normas nacionais de certificação de qualidade para programas de aprendizagem ao longo da vida e o alargamento do acesso a serviços de acolhimento de crianças de qualidade e a preços acessíveis, “dando prioridade aos agregados familiares de baixos rendimentos e às zonas carenciadas”.

Propõe ainda um melhor equilíbrio da proteção entre os diferentes tipos de contrato, promovendo os contratos permanentes (em detrimento dos contratos de trabalho temporário, cuja utilização “continua elevada”) e reduzindo o custo dos despedimentos.

A habitação é outra das áreas destacadas pela OCDE, que indica uma necessidade de reforçar acessibilidade e a mobilidade num contexto de “aumento acentuado dos preços das casas e das rendas” em que sobretudo os jovens “enfrentam dificuldades para comprar, alugar, pagar a hipoteca ou mudar-se para encontrar habitação adequada ou melhores empregos”.

Simplificar e harmonizar os procedimentos de licenciamento de construção entre municípios é uma das recomendações feitas, assim como transferir gradualmente a carga fiscal das transações para os impostos recorrentes sobre bens imóveis (atualizando regularmente os valores tributáveis dos imóveis segundo os valores de mercado) e aumentar o parque de habitação social de arrendamento.

A OCDE defende ainda uma melhoria da qualidade da regulamentação ao nível da concorrência e uma maior aposta na área da energia, onde o investimento público “tem ficado aquém da média” da organização, num contexto em que Portugal enfrenta “riscos crescentes decorrentes de incêndios florestais, secas e subida do nível do mar”.

Fonte: Noticias ao Minuto

A Metro do Porto vai prolongar o período gratuito do metrobus até 20 de abril, adiando o início da operação comercial do serviço que liga a Casa da Música à Praça do Império. O metrobus, um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) operado pela STCP, entrou em funcionamento a 28 de fevereiro em fase experimental, […]

A Metro do Porto vai prolongar o período gratuito do metrobus até 20 de abril, adiando o início da operação comercial do serviço que liga a Casa da Música à Praça do Império.

O metrobus, um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) operado pela STCP, entrou em funcionamento a 28 de fevereiro em fase experimental, mantendo-se gratuito desde então. Durante as próximas semanas, o foco estará na otimização dos sistemas de informação ao público, incluindo tempos de espera em tempo real, avisos sonoros nas estações e informação a bordo.

 

O serviço funciona diariamente entre as 06:00 e as 22:00, com frequências de 10 minutos nas horas de ponta e 15 minutos nos restantes períodos, valores que deverão manter-se na operação comercial. O tempo médio de viagem entre a Casa da Música e o Império situa-se nos 12 minutos e meio.

A linha percorre as avenidas da Boavista e Marechal Gomes da Costa, com via dedicada em parte do trajeto, e inclui paragens em Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros. A extensão até à zona da Anémona, que incluirá novas paragens como Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, permanece em construção.

De acordo com dados divulgados pela Metro do Porto, o serviço regista atualmente uma média de cerca de seis mil viagens diárias. Inquéritos realizados a mais de três mil utilizadores indicam um nível de satisfação de 8,7 numa escala de 0 a 10, de acordo com a empresa.

O projeto do metrobus representa um investimento de 76 milhões de euros e integra a estratégia de reforço do transporte público na cidade, com o objetivo de oferecer tempos de viagem mais competitivos face ao transporte individual. Segundo estudos de procura, a linha Casa da Música–Império poderá atingir os 7,4 milhões de passageiros anuais em 2027.

 

 

Fonte: Sapo.Pt

O setor da reabilitação urbana cresceu de forma mais moderada em fevereiro, tendo o nível de atividade aumentado 1,9% em termos homólogos e a carteira de encomendas 1,5%, anunciou hoje a associação setorial AICCOPN.

De acordo com o inquérito mensal ao mercado da reabilitação urbana da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), “o mercado da reabilitação urbana registou uma dinâmica mais moderada em fevereiro de 2026, refletindo um ritmo de crescimento mais contido face aos meses anteriores”.

Assim, o índice que reflete a perceção dos empresários quanto à evolução do nível de atividade registou um crescimento homólogo de 1,9%, enquanto o índice da carteira de encomendas apresentou um acréscimo de 1,5%.

No que se refere à produção contratada, indicador que estima o número de meses de atividade assegurada a um ritmo normal de execução, aponta para um horizonte de 8,8 meses de atividade, evidenciando uma “ligeira contração” face aos nove meses reportados no período homólogo.

Os dados da AICCOPN indicam ainda que, em janeiro de 2026, se registou uma quebra homóloga de 16,7% no licenciamento de obras de reabilitação, em resultado da emissão de 315 licenças residenciais e 202 não habitacionais, “um recuo transversal em ambos os segmentos”.

A associação salienta que os dados de licenciamento abrangem exclusivamente as intervenções sujeitas a controlo prévio municipal, não espelhando o universo completo da atividade realizada no domínio da reabilitação urbana.

Fonte: Noticias ao Minuto 

De 6 a 8 de maio, em São Paulo, acontece um dos principais encontros do setor para discutir o papel da conectividade na evolução da economia digital, especialmente em um cenário de crescimento acelerado de cloud, dados e IA.

Com uma presença distribuída e estrategicamente posicionada por todo o Brasil, levamos ao evento uma plataforma neutra, que integra múltiplos players e aproxima a infraestrutura dos principais polos digitais do país, garantindo mais performance, eficiência e escalabilidade para provedores de internet de todos os portes.

Tudo isso sustentado por uma infraestrutura projetada para operar com máxima confiabilidade, inviolável em sua governança e impenetrável em sua arquitetura, assegurando conectividade crítica com previsibilidade e segurança em escala.

Durante o evento, nosso time estará no estande A22 para apresentar nossas soluções, trocar experiências com o mercado e impulsionar novas oportunidades de negócio. Também teremos ativações especiais ao longo dos três dias, conectando ainda mais o ecossistema presente.

Se você busca expandir sua operação com mais conectividade, baixa latência e acesso a um ecossistema robusto, esse encontro é para você.

Nos vemos no Abrint Global Congress 2026.