Morei em Lisboa de 1954 a 1958, porque o meu pai era Cônsul-Geral Adjunto naquela cidade. A partir de 1957, eu acho, o nosso embaixador tinha uma filha adolescente, uns quatro anos mais velha do que eu, linda, linda de morrer. E culta, como o pai. Tinha lido Os Lusíadas. E bastante moderna para a época. Foi o meu primeiro alumbramento, como poetou o Manuel Bandeira, nuns versos maravilhosos. Até porque a embaixada tinha uma piscina e como eu era amigo do irmão dela, passei algumas manhãs do verão por lá. Ela, de duas peças, não se usava biquíni nesses remotos anos 50 – muito menos em Portugal – ficava sentada na borda, e só o soutien, generoso, já seria motivo para chamar a PIDE*.  

Muitos anos depois, uns trinta, já aqui no Rio, eu tinha uma prestigiada coluna em dois jornais, sobre gastronomia, e ela me achou pelas Listas Telefônicas. Ligou dizendo que tinha aberto um restaurante no Centro, sempre acompanhava os comentários, e tal, e me pedia para dar uma nota. 

Respondi “claro, com o maior prazer”, mas adiantei que gostaria de conhecer o tal restaurante para poder escrever algo convincente.  Além do dever profissional de checar a comida, o serviço e o ambiente, não resisti à curiosidade de revê-la, tanto tempo depois, logo ela que povoou as minhas fantasias de pré-adolescente — para dizer o menos! 

Uns dias antes, no entanto, ela me ligou de novo dizendo que a casa estava em obras por conta de um vazamento, propondo então que a gente se encontrasse em outro restaurante. Gentilmente perguntei onde ela estava morando, ela me disse “na Glória, na rua do Russel” e aí me lembrei de sugerir a minha saudosa Casa da Suiça, ali perto. Marcamos às 12:30 da quinta-feira seguinte. 

Cheguei uns cinco minutos antes (sou irritantemente pontual) e fiquei tomando uma taça de Chardonnay, no bar, enquanto aguardava. Mas já com mesa reservada. Deu 13h, 13:30, e nada dela aparecer. Percorri os dois salões, discretamente, porque ela poderia ter mudado tanto que eu não a estivesse reconhecendo. Não, não havia a hipótese. Sentei-me, então, resignado, chamei o veterano Volkmar, e pedi o almoço, imaginando que algum imprevisto mais sério tivesse ocorrido. 

Uma meia hora depois, fui chamado ao balcão para atender a uma chamada telefônica (não havia celulares, nesse início dos anos 80). Era ela, com voz chorosa, dizendo-se humilhada porque tinha “levado um bolo”…  

Disse “alô” e fiquei em silêncio. Ela me explicou com voz entrecortada que tinha me esperado “horas” do lado de fora, e tinha voltada para casa na maior frustração. Eu estava tão irritado (e frustrado), que devo ter dito: “mas será que não te ocorreu entrar e perguntar por mim?” 

Respondeu: “não”. E aí me caiu a ficha. O restaurante da Casa da Suiça ficava ao fundo de um corredor, precedido por uma escadinha que vinha da rua, e um segundo lance até um pavimento superior. E ela, simplesmente, idiotamente, tinha chegada tipo 12:40 (eu acho) e ficado do lá de fora, na calçada, me esperando… 

Ou seja, conhecia Camões, mas não o expediente de viver. Não nos vimos na sequência, nem nunca nos vimos outra vez.  

Teve uma morte trágica, anos depois. 

*PIDE: era a temida polícia política (Polícia Internacional e de Defesa  do Estado) do Salazar

 

 

 

Autor: Reinaldo Paes Barreto  

O rácio da dívida aumentou na maioria dos países da OCDE em 2025, mas diminuiu em Portugal, que foi um dos Estados onde o peso da dívida no PIB mais caiu desde o início da pandemia, em 2020.

No relatório Global Debt Report 2026, divulgado hoje pela OCDE, lê-se que o rácio dívida/PIB aumentou em 27 países da OCDE em 2025, face a 2024, em alguns casos aproximando-se ou ultrapassando o nível atingido durante a pandemia de Covid-19 em 2020.

Por outro lado, o PIB nominal “cresceu mais rápido do que o ‘stock’ da dívida nos 11 países restantes da OCDE em 2025, reduzindo o rácio dívida/PIB em comparação com 2024, sendo que Dinamarca, Irlanda, Portugal, Eslovénia e Turquia registaram as maiores quedas na dívida desde 2020.

Neste relatório, a OCDE conclui também que as necessidades de refinanciamento se mantiveram em percentagem do PIB para o emissor médio da OCDE entre 2024 e 2025, em torno de 7%, mas oito países registaram aumentos de pelo menos um ponto percentual.

A Bélgica, a Islândia e Portugal registaram os maiores aumentos, já que estão a “adotar medidas diferentes para lidar com as maiores necessidades de refinanciamento”.

Segundo a OCDE, a Bélgica aumentou os volumes de sindicação, enquanto na Islândia subiu o número de linhas de crédito em aberto e em Portugal cresceu o número de linhas de crédito em aberto, bem como o número e a dimensão dos leilões.

“O aumento no tamanho das operações, em particular o uso de sindicações para levantar grandes somas de dinheiro numa única transação, pode apoiar a gestão de resgates, com os emissores frequentemente a planear esses eventos de oferta em torno das datas de resgate”, lê-se.

Portugal foi ainda destacado noutra métrica nesta análise da OCDE: alterações na participação do volume de títulos do Tesouro, que são habitualmente usados para absorver choques inesperados nas necessidades de financiamento, dada a maior capacidade do mercado de absorver instrumentos de curta duração.

“A emissão de títulos do Tesouro aumentou na Bélgica e no Reino Unido devido a maiores necessidades de empréstimo”, exemplifica a OCDE, enquanto, por outro lado, a emissão de títulos do Tesouro foi reduzida na Dinamarca e em Portugal em resposta a menores necessidades de empréstimo.

Fonte: noticias ao minuto

Os preços das casas em Portugal subiram 12,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, estabelecendo um “novo máximo histórico”, segundo uma análise do idealista.

Os preços das casas em Portugal subiram 12,2% em fevereiro e atingiram um “novo máximo histórico”, de acordo com uma análise do idealista divulgada esta semana.

“Os preços das casas em Portugal subiram 12,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.076 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de fevereiro, tendo em conta o valor mediano, o que representa um novo máximo histórico, alcançado pelo quarto mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 2,5%”, pode ler-se num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

Ora, “em fevereiro de 2026, os preços das casas à venda subiram em 18 das 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas”.

“As maiores subidas anuais registaram-se em Santarém (25,3%), Beja (22,8%) e Guarda (22,8%). Seguem-se Aveiro (16,9%), Viana do Castelo (16,2%), Ponta Delgada (13,9%), Castelo Branco (13,9%) e Setúbal (13,5%)”, pode ler-se na nota divulgada.

Também Leiria (12,7%), Coimbra (12,5%), Faro (12,3%), Funchal (12,2%), Porto (11,5%), Braga (11,3%) e Bragança (11,3%) apresentaram aumentos relevantes. Já Lisboa (9,9%) e Portalegre (9,5%) registaram subidas mais moderadas, enquanto Évora teve uma variação anual de 4,6%. A única descida anual verificou-se em Vila Real, onde os preços recuaram 2%.

Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.059 euros/m2. Seguem-se Porto (4.060 euros/m2) e Funchal (3.959 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.447 euros/m2) e Setúbal (3.033 euros/m2). Logo depois posicionam-se Aveiro (2.894 euros/m2), Évora (2.479 euros/m2), Ponta Delgada (2.336 euros/m2), Coimbra (2.287 euros/m2), Viana do Castelo (2.247 euros/m2) e Braga (2.173 euros/m2).

Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Leiria (1.830 euros/m2), Santarém (1.755 euros/m2), Vila Real (1.417 euros/m2), Beja (1.356 euros/m2), Bragança (1.155 euros/m2), Guarda (1.044 euros/m2), Castelo Branco (1.018 euros/m2) e, por fim, Portalegre (989 euros/m2).

Análise por regiões

Os dados do idealista mostram que, “nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país”.

“A maior subida anual foi registada na Região Autónoma dos Açores (20,6%), seguida do Alentejo (17,6%), da Região Autónoma da Madeira (17,5%), do Centro (14,5%) e da Área Metropolitana de Lisboa (13,9%). O Algarve apresentou uma valorização anual de 11,5%, enquanto o Norte registou a subida mais moderada (10%)”, pode ler-se.

Mais: “A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.350 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (3.941 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.821 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.523 euros/m2), o Alentejo (1.974 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (1.964 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.766 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação”.

Fonte: Noticias ao minuto

Se você pensa em trabalhar na Europa ou construir uma carreira internacional, vale acompanhar essas mudanças.

A União Europeia está revisando regras sobre:
• circulação (isenção de visto)
• autorização para residir e trabalhar

A partir de 2026, alguns procedimentos serão simplificados, mas cada país continuará definindo seus critérios.

Isso significa uma coisa: O cenário de mobilidade internacional está ficando mais regulado e estratégico.

Para quem quer atuar fora do Brasil, planejamento passou a ser essencial.

No atual contexto econômico, as empresas buscam cada vez mais estratégias para atrair e reter talentos, ao mesmo tempo em que têm como objetivo otimizar seu planejamento tributário. Uma das alternativas mais eficazes nesse sentido é a oferta de Previdência Privada como benefício corporativo.

Pesquisa de Benefícios 2025 da MDS Brasil apontou que essa modalidade tem crescido como diferencial competitivo nas organizações brasileiras: 45,3% das empresas com 3.000 colaboradores ou mais já oferecem esse benefício.

Neste artigo, você vai entender o que é previdência privada corporativa e como essa ferramenta, além de ser um suporte para seus colaboradores, também pode gerar benefícios fiscais para empresas.

Boa leitura!

O que é Previdência Privada como benefício corporativo?

A Previdência Privada corporativa é um plano de aposentadoria complementar contratado pela empresa e ofertado como um benefício corporativo para seus colaboradores.

Diferente da previdência individual, a versão corporativa é estruturada para grupos. Este tipo de contratação traz vantagens como: 

  • condições comerciais mais atrativas;
  • gestão simplificada;
  • maior engajamento dos colaboradores com a própria previdência.

Quais são os benefícios fiscais para empresas?

Além de estimular os colaboradores a planejarem o futuro e fortalecerem sua saúde financeira no longo prazo, a Previdência Privada como benefício corporativo também representa uma solução estratégica para a gestão financeira e tributária da sua empresa.

Quando bem estruturada, ela pode gerar ganhos fiscais relevantes, contribuindo para a eficiência da contabilidade e para um planejamento tributário mais inteligente.

A seguir, destacamos as principais vantagens fiscais que tornam a previdência corporativa um benefício atrativo não apenas para os colaboradores, mas também para o seu negócio.

Dedução no Imposto de Renda

Contribuições realizadas pela empresa em planos de Previdência Privada dos colaboradores podem ser consideradas despesas dedutíveis do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), desde que atendam às normas da Receita Federal. Isso reduz a base de cálculo do imposto e melhora o fluxo de caixa.

Uma dica: é importante avaliar com o contador da sua empresa a forma de enquadramento das contribuições para garantir que estejam dentro dos parâmetros fiscais válidos.

Redução de encargos sobre a folha de pagamento

Quando bem estruturada, a previdência complementar não possui natureza salarial, o que desonera a folha de pagamento de encargos como o INSS patronal sobre esses valores.

Enquanto alguns benefícios são tributados integralmente como despesas de pessoal, a previdência complementar pode ter tratamento fiscal mais favorável, dependendo do regime tributário adotado pela sua empresa.

Planejamento tributário e sucessório

A Previdência Privada não só funciona como benefício para os colaboradores, como também pode ser uma ferramenta de planejamento tributário e sucessório, já que os valores acumulados no plano não entram diretamente em inventário. Isso traz segurança jurídica e eficiência fiscal para equipes de alta gestão.

Previdência Privada: vantagens para os colaboradores

Além dos incentivos fiscais para a empresa, os colaboradores também ganham vantagens relevantes:

  • oportunidade de construir um patrimônio de longo prazo;
  • condições especiais de contribuição;
  • possibilidade de portabilidade entre planos;
  • apoio no planejamento da aposentadoria.

Esses fatores contribuem para o engajamento e o bem-estar financeiro da equipe, fortalecendo ainda mais a cultura organizacional.

A MDS Brasil ajuda sua empresa a oferecer o melhor para seus colaboradores

Oferecer Previdência Privada como benefício corporativo representa uma estratégia inteligente para empresas que desejam reduzir encargos fiscais, valorizar o pacote de benefícios e fortalecer a relação com seus colaboradores.

Quando alinhada a um planejamento tributário bem estruturado, essa solução pode trazer ganhos competitivos significativos.

A MDS Brasil apoia empresas na escolha, no desenho e na implementação dos melhores benefícios corporativos, incluindo a Previdência Privada.

Com uma área exclusiva formada por especialistas e atuários, apoiamos no estudo de mercado, na estruturação da oferta de benefícios e até na gestão contínua da solução, sempre alinhando eficiência fiscal ao cuidado com as pessoas e contribuindo para a construção de um pacote de vantagens que impulsiona o negócio.

Conte com nossa experiência para construir um pacote de vantagens que impulsione sua empresa rumo ao sucesso.

Criminosos têm usado o nome e a imagem de advogados ou escritórios para aplicar golpes, solicitando depósitos adiantados em supostas custas processuais ou taxas de desbloqueio. Para dar aparência de credibilidade, chegam a utilizar números de OAB e até dados de processos judiciais.

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