Análise aponta crescimento acima da média do país e Firjan ressalta empregabilidade

 
“Não há, no interior, região com maior geração de empregos do que o Norte Fluminense”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro (Firjan) Norte, Francisco Roberto de Siqueira realçando: “Isso demonstra nossa força para a economia fluminense, e a urgência em se fazer ou concluir obras estruturais importantes, como a Ponte da Integração, a Estrada do Contorno de Campos e a Estrada de Ferro 118”.
 
A constatação reforça observação feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), de que a economia do Rio de Janeiro vem crescendo acima da média do país. A avaliação é baseada no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC) e leva em consideração uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
 
O estudo – divulgado no início da semana pelo governo estadual – aponta que a economia do estado registrou, em setembro, crescimento de 1,55% em relação a agosto, resultado acima da média nacional, que sofreu queda de 0,06%. Francisco Roberto acredita em tempos melhores ainda, a partir da conclusão das obras citadas por ele.
 
“Com essas obras, a região poderá se tornar um polo logístico, diversificando a economia, atraindo indústrias e se tornando ainda mais importante na geração de empregos e de recursos para o estado e o país”. O presidente destaca a empregabilidade no cenário analisado, destacando Macaé, Campos dos Goytacazes e São João da Barra.
 
Entre janeiro e outubro, os três municípios se destacam em nível estadual. No período, são ressaltados os setores Indústria, Obras de Infraestrutura e Atividades de apoio à extração de petróleo e gás. Já no Noroeste Fluminense 11 das 13 cidades tiveram saldo positivo de empregos, principalmente por conta da Indústria, à frente até de Serviços, historicamente uma das maiores geradoras de emprego.
 
ALTERNATIVA – Segundo o presidente da Firjan Noroeste Fluminense, José Magno Vargas Hoffmann, o último saldo negativo na região foi em janeiro, por conta das contratações sazonais do período: “Coleta, tratamento e disposição de resíduos foi a divisão que mais contratou”, aponta.
 
Na opinião de José Magno, a indústria do Noroeste mostra uma importância fundamental para a economia da região: “Por isso, a federação vem lutando, junto ao poder público, pela criação de um Distrito Industrial em Itaperuna, além da inclusão da BR-356 no processo de repactuação da concessão da BR-101”.
 
No entendimento do presidente, as intervenções enumeradas por ele são fundamentais para que novas empresas se instalem na região, refletindo no aquecimento da economia: “Com essas intervenções, poderemos aproveitar ainda mais nosso posicionamento estratégico, ao lado de Minas Gerais e do Espírito Santo, e atrair mais empresas.
 
O diretor de Indicadores Econômicos e Sociais da Secretaria de Desenvolvimento de Campos, economista Ranulfo Vidigal, para o município, especificamente, o ano fecha revelando dinamismo no setor de serviços, recuperação paulatina do comércio e boa criação total de empregos com carteira assinada.
 
INICIATIVAS – “A prefeitura, ao colocar em prática um ritmo forte de obras públicas e recuperar o valor nominal dos salários do servidor público, contribui decisivamente para essa performance”, assinala Vidigal para quem a política de incentivos adotada pelo governo municipal tem contribuído de forma expressiva para despertar o interesse de novos investidores, gerando mais empregos e renda.
 
Em São João da Barra a prefeita Carla Caputi tem procurado estreitar parcerias com foco no Porto do Açu, implementando políticas públicas voltadas à geração de trabalho e renda. Para tanto, o governo municipal investe em qualificação de mão de obra local, com o objetivo de facilitar a inserção do trabalhador no mercado de trabalho.
 
Em recente visita ao complexo portuário, Carla Caputi alinhavou acordos para novos projetos de cooperação entre a iniciativa privada e o poder público voltados para capacitação de mão de obra; além de tratar de planejamento visando à formulação de um grupo de estudo para investimentos de recursos na área de cultura, educação e esporte.